Psicólogo pega 55 anos de prisão por abusar de meninos durante sessões

Psicólogo Rafael Ladenthin Menezes foi denunciado após pais de pacientes notarem mudança de comportamento dos filhos após as sessões

atualizado

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Catherine Falls Commercial
Imagem colorida e escura de mão de criança segurando urso de pelúcia. Casal que matou filha e fez compras durante velório é condenado. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida e escura de mão de criança segurando urso de pelúcia. Casal que matou filha e fez compras durante velório é condenado. - Metrópoles - Foto: Catherine Falls Commercial

Um psicólogo especializado no atendimento a crianças e adolescentes do sexo masculino em Valinhos, no interior de São Paulo, foi condenado a 55 anos e cinco meses de prisão por ter cometido abusos cometidos contra três pacientes. As vítimas tinham entre 11 e 13 anos na época dos crimes, praticados em 2023 e 2024.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, todos os abusos aconteceram no consultório de Rafael Ladenthin Menezes, que aproveitava os momentos em que ficava sozinho com os garotos para praticar os atos libidinosos. Os fatos foram revelados quando os pais passaram a notar mudanças no comportamento dos filhos após as sessões.

A pena pela prática de estupros de vulneráveis deverá ser cumprida em regime inicial fechado. A relação de autoridade entre o criminoso e os meninos levou ao agravamento da sentença.

Além da prisão, o psicólogo terá que pagar, no mínimo, R$ 20 mil a cada vítima como reparação por danos morais.

Em nota ao Metrópoles, o advogado João Paulo Sangion, que defende Menezes, disse que já recorreu da sentença. No seu entendimento, o processo contém nulidades e momentos em que o direito de defesa foi cerceado. “Quanto à pena imposta, houve manifesta inobservância da lei penal para a fixação da quantidade de pena, e o recurso interposto também se insurgiu contra esta ilegalidade”, completa o texto.

Investigação começou em 2024

A investigação policial começou em julho do ano passado, quando a família de um menor de idade atendido pelo suspeito procurou a delegacia para denunciar os abusos ocorrido durante sessões de terapia. Pelo menos sete famílias teriam procurado a Polícia Civil para prestar depoimento.

Uma semana depois da primeira denúncia, a clínica onde o psicólogo atendia foi alvo de mandando de busca e apreensão. A Justiça também quebrou o sigilo de ligações e de mensagens do celular e notebook dele.

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