Professor, pai preso por morte de menino acorrentado ameaçou matar ex

Chris Douglas, pai do menino acorrentado e encontrado morto, acumula histórico na polícia, desde 1999, com episódios de violência

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Foto colorida de Chris Douglas, preso por suspeita de tortura contra o filho, de 11 anos, no Cidade Kemel, zona leste da capital paulista.
1 de 1 Foto colorida de Chris Douglas, preso por suspeita de tortura contra o filho, de 11 anos, no Cidade Kemel, zona leste da capital paulista. - Foto: Divulgação.

Chris Douglas (foto em destaque), preso pela morte do filho de 11 anos encontrado morto na casa onde vivia com a família, no bairro Cidade Kemel, zona leste de São Paulo, acumula extenso histórico na polícia. Desde 1999, o homem está ligado a episódios de violência, entre eles, o de agredir a ex-esposa, mãe do menino morto, em 2021.

O homem preso pela morte e tortura do filho era professor. Em São Paulo, porém, ele trabalhava como motorista de aplicativo.

A lista de “movimentações” policiais de Chris Douglas, a qual o Metrópoles teve acesso, tem registro desde o final da década de 90.

O período mostra que o pedagogo foi relacionado como autor em três boletins de ocorrência (B.Os) nos anos de 2018 e 2021. Destes, um é contra a ex-esposa, mãe de Kratos. À época, a Justiça concedeu medida protetiva para mulher em desfavor a Douglas. O inquérito foi arquivado, em junho de 2022, por determinação judicial.

Fotos cedidas ao Metrópoles mostram o imóvel bagunçado e com diversas caixas de papelão fechadas. Em uma delas, é possível ver menção “brinquedos”. Outra imagem mostra eletrônicos amontoados.

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Policiais encontraram coisas espalhadas e muita bagunça na casa em que menino foi encontrado morto
Objetos espalhados  casa em que menino foi encontrado morto na zona leste
Caixas amontoadas foram encontradas em diferentes cômodos do imóvel.
Polícia encontrou muitas caixas em casa em que menino foi encontrado morto na zona leste
Roupas espalhadas sobre cama de casa em que menino foi encontrado morto na zona leste
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Roupas espalhadas sobre cama de casa em que menino foi encontrado morto na zona leste

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Caixas amontoadas foram encontradas em diferentes cômodos do imóvel.
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Caixas amontoadas foram encontradas em diferentes cômodos do imóvel.

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Polícia encontrou muitas caixas em casa em que menino foi encontrado morto na zona leste

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Kratos Douglas foi encontrado, na noite dessa segunda-feira (11/5), em um dos quartos do imóvel onde vivia com o pai, dois irmãos, de 2 e 12 anos, a madrasta e a avó paterna. O garoto estava morto e apresentava hematomas nos braços, mãos e nas pernas. As mulheres admitiram, em depoimento à Polícia Civil, ciência de que a vítima era acorrentada em casa. As duas são investigadas, em liberdade, por tortura.

Entenda o caso


  • O caso veio à tona depois que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) notificaram a PM sobre um garoto morto com suspeita de maus-tratos.
  • Policiais encontraram Kratos Douglas caído no chão, próximo da cama de um dos quartos do imóvel, com hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas.
  • Chris Douglas, pai de Kratos, afirmou, em depoimento aos PMs, que tinha o hábito de acorrentar o filho para impedi-lo de ir à rua. Negou praticar outro tipo de violência ou tortura.
  • A vítima não estava matriculada na escola. Além disso, apresentava sinais de desnutrição.
  • A madrasta e a avó paterna de Kratos tinham ciência de que o menino era acorrentado. Elas não foram presas, mas serão investigadas por tortura.
  • Outras duas crianças foram encontradas no local. Uma delas tem diagnóstico de autismo. A residência passou por perícia.

A residência em que o menino foi encontrado morto contava com uma central de monitoramento interno. As imagens serão analisadas pela Polícia Civil.

Durante a ação realizada pela Polícia Militar (PM), foram apreendidos computadores, notebook, tablet, três celulares e seis cartões de memória.

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