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São Paulo

Menino de 11 anos é achado morto em casa onde era mantido acorrentado

Pai de menino encontrado morto falou que o mantinha acorrentado para não fugir. Madrasta e avó paterna sabiam do crime e são investigadas

12/05/2026 07:07, atualizado 12/05/2026 09:13
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Polícia Militar/Divulgação.
Foto colorida de corrente de ferro usada para amarrar vítima de maus-tratos

Um menino de 11 anos foi encontrado morto na casa em que vivia com a família, na noite dessa segunda-feira (11/5), no bairro Cidade Kemel, zona leste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), o pai da criança, Chris Douglas (foto em destaque), foi preso e admitiu que “acorrentava o filho para ele não sair de casa”. Dois irmãos da vítima, de 2 e 12 anos, foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.

Menino de 11 anos é achado morto em casa onde era mantido acorrentado - destaque galeria
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Corrente usada para acorrentar criança foi apreendida pela polícia
Chris Douglas, de 52 anos, foi preso por suspeita de maus-tratos ao filho, de 11. Ele admitiu acorrentar criança em casa, no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.
Chris Douglas foi preso por suspeita de tortura contra o filho, de 11 anos, no Cidade Kemel, zona leste da capital paulista
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Chris Douglas foi preso por suspeita de tortura contra o filho, de 11 anos, no Cidade Kemel, zona leste da capital paulista

Divulgação.
Corrente usada para acorrentar criança foi apreendida pela polícia
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Corrente usada para acorrentar criança foi apreendida pela polícia

Polícia Militar/Divulgação.
Chris Douglas, de 52 anos, foi preso por suspeita de maus-tratos ao filho, de 11. Ele admitiu acorrentar criança em casa, no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.
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Chris Douglas, de 52 anos, foi preso por suspeita de maus-tratos ao filho, de 11. Ele admitiu acorrentar criança em casa, no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.

Divulgação.

O caso veio à tona depois que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) notificaram a PM sobre um garoto morto com suspeita de maus-tratos.

No local, policiais encontraram Kratos Douglas caído no chão, próximo da cama de um dos quartos do imóvel, com hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas.

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O pai de Kratos afirmou, em depoimento aos PMs, que tinha o hábito de acorrentar o filho para impedi-lo de ir à rua. Negou praticar outro tipo de violência ou tortura contra o filho morto.

O menino morto não estava matriculado na escola. Além disso, apresentava sinais de desnutrição.

Segundo a polícia, a madrasta e a avó paterna da vítima verbalizaram ter ciência de que o menino era acorrentado e que nada faziam a respeito. Elas não foram presas, mas serão investigadas por tortura.

Outras duas crianças foram encontradas na casa. Uma delas têm diagnóstico de autismo. A residência passou por perícia.

Fontes ligadas ao caso contaram ao Metrópoles que a família saiu de Bauru em 2024 e morava na capital paulista desde então.

A Polícia Civil registrou o caso como tortura e segue investigando o ocorrido.