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SP: Justiça decreta prisão de PMs que mataram morador de rua no centro

O caso é de 13 de junho deste ano. Registro da ocorrência diz que morador de rua tentou pegar a arma de um dos PMs, mas testemunha desmente

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O caso é de 13 de junho deste ano. Registro da ocorrência diz que homem em situação de rua tentou pegar a arma de um dos PMs, mas testemunha desmente - Metrópoles
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Os dois agentes do 7° Batalhão da Polícia Militar (BPM), da 4ª CIA, que abordaram e mataram um morador de rua no dia 13 de junho durante uma ocorrência sob o Viaduto 25 de Março, no centro de São Paulo, tiveram a prisão decretada pela Justiça nessa terça-feira (22/7).

Segundo o registro oficial da ocorrência, obtido pelo Metrópoles, o indivíduo foi abordado “em atitude suspeita”. O histórico aponta que, durante a ação policial, o suspeito resistiu, tentou retirar a arma de um dos policiais e por isso os policiais militares efetuaram disparos de arma de fogo contra ele.

Ao contrário do que disse a corporação, a reportagem apurou com um dos participantes da ocorrência que o homem baleado não estava armado, não reagiu e nem tentou retirar a arma de um dos agentes. Apesar disso, a vítima levou três tiros de fuzil, um que atingiu a cabeça e outros dois na região do tórax.

Por meio de nota, a PM repudiou veemente a conduta dos policiais. “A Polícia Militar é uma instituição legalista e jamais compactuará com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta por parte de seus integrantes”, afirmaram.

Morador de rua morto por PMs

O caso envolvendo os PMs e um homem em situação de rua aconteceu na noite do dia 13 de junho na Rua da Figueira, no bairro da Sé. De acordo com a polícia, a vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Casa, mas não resistiu.

O registro aponta que o homem era “morador de área livre” e, por isso, não portava documentos. Na ocasião, a ocorrência foi encaminhada ao 1° DP (Liberdade).

A fonte ouvida pelo Metrópoles, que preferiu não se identificar, afirmou que a ação dos policiais foi um erro grave de procedimento, visto que, em casos envolvendo abordagens com os agentes portando fuzil, em uma possível ameaça, apenas um disparo já é o suficiente para neutralizá-la. No caso em questão, foram dados três tiros.

Além disso, os agentes da ocorrência demoraram mais do que o habitual para acionar o socorro, dando tempo, segundo o que apurou a reportagem, para que outras viaturas chegassem no endereço e manipulassem a cena e o registro da ocorrência. O procedimento normal é chamar o resgate imediatamente.

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