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São Paulo

PRF suspende todos os acordos de atuação conjunta com PF e MPs

Decisão do diretor-geral da PRF faz com que agentes emprestados a órgãos tenham que voltar a seus postos originais

28/02/2025 10:10, atualizado 28/02/2025 11:25
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PRF/Divulgação
PRF suspende todos os acordos de atuação conjunta com PF e MPs

São Paulo — A Polícia Rodoviária Federal (PRF) suspendeu todos os acordos de cooperação técnicos com a Polícia Federal e com os Ministérios Públicos Estaduais.

A ordem foi dada por meio de circular do diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira. Com isso, agentes da PRF que hoje atuam nas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), da PF, e nos Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaecos), do Ministério Público, terão de voltar a seus postos originais.

O ofício de Oliveira afirma que a iniciativa surge em resposta a questionamentos sobre a aplicação da portaria que regula essas parcerias e à necessidade de adaptar os acordos existentes às novas normas.

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De acordo com o documento, no dia 21 de fevereiro, uma equipe técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da PRF trataram de “situações pontuais e sensíveis relacionadas à atuação da PRF junto aos órgãos parceiros, tendo sido recomendadas adequações para garantir a plena aderência das parcerias vindouras às novas diretrizes estabelecidas”.

Em São Paulo, apenas em 2024, a atuação conjunta com o Gaeco produziu operações como a Fim da Linha, que mostrou a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas empresas de ônibus, a Salus et Dignitas, contra o crime organizado na Cracolândia. A reportagem levantou ao menos 25 operações de grande impacto realizadas por meio de parcerias com Gaeco, Polícia Civil e outros órgãos no estado de São Paulo.

Atualmente, há uma quantidade reduzida de agentes nessas funções — em alguns casos, eles atuam fisicamente na própria PRF e só contribuem com informações. Nos órgãos, há preocupação sobre eventuais prejuízos a operações em andamento com a saída desses agentes. Fontes na PRF veem à decisão como uma sabotagem à atuação desses policiais.