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São Paulo

Preso por feminicídio, homem alegou que mulher morta sofreu convulsão

Foragido da Justiça, homem acionou resgate para suposta convulsão da companheira, mas a polícia constatou sinais de violência no corpo dela

Repórter de São Paulo04/08/2025 14:07, atualizado 04/08/2025 17:05
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Reprodução/TV Globo
Imagem colorido de homem preso por feminicídio, o empresário Fabio Seoane

Um homem de 59 anos foi preso em flagrante por feminicídio em Barueri, na Grande São Paulo, na manhã desse domingo (3/8). Fabio Seoane Soalheiro acionou o resgate municipal alegando que a sua companheira, Bruna Martello Carvalho, de 35 anos, tinha tido uma convulsão, mas acabou preso após a polícia constatar marcas indicativas de luta e agressões no corpo da mulher, além de sinais de violência no apartamento do casal.


Saiba o que aconteceu

  • De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, Fabio Soalheiro chamou o resgate por volta das 8h20 de domingo (3/8), alegando que sua companheira estava tendo uma convulsão.
  • Quando a equipe de socorro chegou ao apartamento do casal, em Alphaville, constatou que Bruna já estava morta e apresentava sinais de lesões, o que fez os socorristas acionarem a Guarda Civil Municipal (GCM).
  • O guarda municipal que atendeu à ocorrência relatou à polícia marcas de sangue em diferentes cômodos, mechas de cabelo arrancadas e o comportamento confuso e nervoso de Fabio.
  • Após ser conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, em depoimento, Fabio alegou que Bruna sofreu uma convulsão na noite de sábado (2/8) e que ela o teria mordido durante a crise.
  • O homem disse que ambos dormiram no chão do quarto e, ao acordar, percebeu que ela não respondia. Ele negou qualquer agressão e atribuiu os ferimentos a movimentos involuntários dela durante a suposta convulsão.
  • A polícia também ouviu vizinhos do casal, que informaram que escutavam com frequência gritos e discussões vindos do apartamento deles.
  • Um segurança do prédio que esteve no local relatou que Fabio tentou sair após a chegada do socorro, afirmando que “não poderia estar lá quando a família chegasse”. Ele foi impedido de sair até a chegada da GCM.

A perícia constatou lesões na vítima incompatíveis com uma crise convulsiva, incluindo sinais de luta, ferimentos no rosto e pescoço. Além disso, a morte de Bruna ocorreu pelo menos 8 horas antes do chamado ao socorro, segundo o documento.

A polícia ainda descobriu que o suspeito já era procurado pela Justiça de Santa Catarina. Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto, um por violência doméstica e outro de natureza civil.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o homem foi indiciado e permaneceu à disposição da Justiça.

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