Polícia prende sexto suspeito por execução do ex-delegado Ruy Ferraz

Há outros 5 presos associados ao assassinato do então secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, ocorrido em 15 de setembro

atualizado

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Prefeitura de Praia Grande/Divulgação
Ruy Ferraz Fontes, delegado da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Ruy Ferraz Fontes, delegado da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles - Foto: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação

Nesta quarta-feira (15/10), data em que a execução do ex-delegado Ruy Ferraz completa um mês, a Polícia Civil prendeu o sexto suspeito de envolvimento no caso. Conhecido como Matemático, Danilo Pereira Pena, de 36 anos, foi detido no Morumbi, zona sul da cidade, por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Segundo as investigações, ele teria organizado parte da operação criminosa, incumbindo outro indivíduo de transportar um terceiro participante. Ambos também já estão presos”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em nota.

O então secretário da Administração de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi morto a tiros em uma emboscada no município da Baixada Santista. Atualmente, as autoridades trabalham com duas linhas principais de investigação: vingança do crime organizado e retaliação devido a um contrato milionário.

Danilo Pereira Pena, Matemático, preso por suspeita de envolvimento na morte de Ruy Ferraz - Metrópoles
Danilo Pereira Pena, conhecido como Matemático

Prisões anteriores

Os outros cinco detidos por suspeita de envolvimento na morte de Ruy Ferraz são:


Linhas de investigação 

Oficialmente, nenhuma hipótese é descartada pela Polícia Civil. Os investigadores consideram a possibilidade de participação de agentes públicos na execução de Ferraz de Ruy Ferraz. Como o Metrópoles mostrou anteriormente, o ex-delegado estaria supervisionando um contrato milionário de licitação, que previa a compra de equipamentos destinados à ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi da gestão municipal.

Pelo menos cinco funcionários públicos são averiguados. Entre eles, o subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, que pediu exoneração do cargo em 3 de outubro.

Entre as linhas de apuração sobre o mando do crime, está também uma possível vingança do crime organizado. Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar o PCC no estado, há mais de 20 anos, e atuou na transferência de algumas das principais lideranças para presídios federais de segurança máxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Quem era Ruy Ferraz

Ruy Ferraz Fontes atuou por mais de 40 anos Polícia Civil de São Paulo e era especialista na facção criminosa PCC. Ele iniciou a carreira como delegado de polícia titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.

Durante a vida profissional, foi delegado de polícia assistente da Equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Também atuou como delegado de polícia titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Além disso, Ferraz foi delegado de polícia titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na capital. O então secretário de Administração de Praia Grande também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

Ele ainda foi professor assistente de criminologia e direito processual penal da Universidade Anhanguera e atou como professor de investigação policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo (Acadepol). Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, até ser morto.

O policial também foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000. Foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.

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