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São Paulo

Prefeitura de SP terá que indenizar mãe após morte de filha por Covid

Mulher de 43 anos trabalhava em UPA na zona sul da capital, onde contraiu Covid e morreu em 2021; mãe alega que filha era do grupo de risco

Repórter de São Paulo01/07/2024 18:23, atualizado 02/07/2024 14:13
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Reprodução/Google Street View
Fachada azul e branca da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pedreira, na Zona Sul de SP, onde trabalhava a auxiliar de enfermagem que morreu em decorrência da covid-19

São Paulo — A Prefeitura de São Paulo foi condenada a indenizar a mãe de uma auxiliar de enfermagem que morreu em razão da Covid adquirida no ambiente de trabalho.

De acordo com o relato da mãe, mesmo sabendo que a filha integrava o grupo de risco da doença por ter diabetes, o empregador não tomou providências como adoção de teletrabalho ou suspensão do contrato.

Foi determinado pagamento de R$ 341,4 mil por danos materiais e de R$ 100 mil por danos morais. 

A sentença foi proferida pela 9ª Vara do Trabalho da zona sul da capital, que também condenou o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde, que faz a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pedreira, onde a auxiliar trabalhava. 

A vítima esteve na UPA de janeiro a abril de 2021, onde atuava na linha de frente no combate à Covid e, segundo sua representante legal no processo, mantinha contato direto com pacientes infectados.  A relação de emprego foi encerrada em 14 de abril de 2021, depois do falecimento da profissional de 43 anos, após sete dias de internação.

O Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde alegou ter cumprido todas as medidas para impedir o contágio do coronavírus, como treinamento, orientação e fornecimento de equipamentos de proteção individual. 

Em nota ao Metrópoles, a Procuradoria Geral do Município informou que apresentou o recurso cabível à decisão.

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