Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Prefeitura romperá contrato com Transwolff e UpBus por ligação com PCC

Prefeitura de SP decidiu pela caducidade dos contratos com as empresas de ônibus Transwolff e a UpBus, acusadas de ligação com o PCC

23/12/2024 19:50, atualizado 28/01/2025 09:40
William Cardoso/Metrópoles
Passageiros em ônibus lotado em São Paulo - Metrópoles

São Paulo – A Prefeitura de São Paulo anunciou, nesta segunda-feira (23/12), que dará início à abertura de processo de caducidade dos contratos com as transportadoras de ônibus Transwolff e UpBus, acusadas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em nota, a Prefeitura afirma que dará um prazo de 15 dias para as empresas se manifestarem, respeitando o direito à defesa, e que manterá “a continuidade do serviço de transporte público à população sem qualquer prejuízo, bem como os pagamentos a funcionários e fornecedores das duas companhias”.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A Transwolff e a UpBus estão sob intervenção desde abril deste ano, quando foi deflagrada a Operação Fim da Linha, que investiga se há esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado no transporte público da capital.

A decisão pela extinção do contrato foi definida durante reunião na tarde desta segunda, na Prefeitura. Ainda não há definição sobre um novo processo de licitação, já que as empresas ainda precisam se manifestar.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Também em nota, a administração municipal afirmou que fiscalizações feitas nas empresas detectaram “inconformidades financeiras e operacionais”, além da necessidade de mudança em infraestrutura e manutenção veicular.

O presidente afastado da UpBus, Ubiratan Antonio da Cunha, foi preso por policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na última sexta (20/12) por descumprir medidas cautelares.

Outro lado

Em nota, ao Metrópoles, a defesa da Transwolff negou as acusaçãoes de vinculação com o crime organizado. A defesa da empresa diz que “as alegações que sustentam a intervenção administrativa e o pedido de caducidade contratual são inconsistentes e carecem de embasamento técnico, financeiro ou jurídico”e defende que “a defesa apresentada no Processo Administrativo desmonta, ponto a ponto, os fundamentos equivocados utilizados pela Prefeitura”.