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São Paulo

Prefeito de São Sebastião diz que número de mortes pode aumentar

Felipe Augusto afirmou que há pessoas sob escombros e situação é caótica. Cidade já confirmou a morte de uma moradora

Carlos Rydlewski19/02/2023 16:52, atualizado 19/02/2023 18:51
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Divulgação/Prefeitura de São Sebastião
imgem colorida homens segurando bebes chuva

O número de mortes provocadas pelas chuvas pode aumentar em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O alerta foi feito na tarde deste domingo (19/2) pelo prefeito da cidade, Felipe Augusto (PSDB). Pela manhã, ele havia decretado estado de calamidade no município.

A primeira morte na cidade foi confirmada pela administração municipal (em Ubatuba, no litoral paulista, uma criança também faleceu). As circunstâncias ainda não foram esclarecidas, mas, de acordo com a prefeitura local, se trata de Fabiana de Freitas Sá, de 40 anos.

Ela era coordenadora do Programa Criança Feliz, um projeto do governo federal, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES) de São Paulo.

Fabiana residia na Estrada da Maquinha, em Boiçucanga, um dos bairros mais atingidos pelos temporais. A região que abrange as praias de Barra do Una, Juquehy e Cambury também foi fortemente castigada.

Moradores de São Sebastião, que fica a 197 quilômetros de São Paulo, permanecem isolados por causa de alagamentos de deslizamentos de terra. Até o momento, há informações de ao menos 30 feridos, dos quais dez estão em estado grave. A estimativa inicial é que cerca de cem pessoas ficaram desabrigadas.

Os volumes de chuva registrados pelos pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) foram excepcionais e recordes para a cidade, de acordo com o prefeito Felipe Agusto.

Em Barra do Una, Juquehy, Cambury e Boiçucanga as chuvas superaram 400 milímetros durante a madrugada, em um período de quatro horas. Há estações em que os volumes ultrapassaram 600 milímetros em 24 horas.

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