Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite

A participação do postos de combustíveis foi apontada após a Polícia Civil fechar fábrica clandestina que usava etanol batizado com metanol

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Imagem colorida de duas pessoas colocando caixa de vodca em porta-malas de carro. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de duas pessoas colocando caixa de vodca em porta-malas de carro. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo

Suspeitos de falsificar bebidas alcoólicas compraram álcool (etanol) contaminado com metanol em postos de combustíveis, segundo o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite. De acordo com o secretário, por conta disso, os donos dos estabelecimentos podem responder como “coautores” das mortes por intoxicação.

A participação dos postos de combustíveis foi apontada após a Polícia Civil fechar, na manhã desta sexta-feira (10/10), uma fábrica clandestina que usava etanol batizado comprado em um posto para produzir bebidas falsificadas no ABC paulista. Falsificadores teriam ido comprar etanol e acabaram comprando a matéria-prima contaminada com metanol. A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa da SSP, realizada no início desta tarde.

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Um estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados
Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo
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Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo

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Peritos analisam destilados em SP
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Polícia de SP investiga casos
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Um estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados
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Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração
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Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração

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Vigilância Sanitária trabalha em conjunto com a Polícia Civil de SP
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Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP
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Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP

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Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista
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Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista

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Os bares estão sendo interditados de maneira cautelar
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Operação policial contra bebidas adulteradas
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Operação policial contra bebidas adulteradas

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Vigilância Sanitária interditou estabelecimentos em SP
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Vigilância Sanitária interditou estabelecimentos em SP

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Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol
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Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol

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Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - imagem 17
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Bar na Mooca fechado
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Bar na Mooca fechado

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O secretário da Segurança Pública indicou que a fábrica clandestina possui ligação, inclusive, com dois óbitos por intoxicação no estado. Com o álcool contaminado, o local produzia diversas garrafas com metanol, que eram vendidas para diversos bares de São Paulo.

“Eu não descarto a tese de responder como coautores num possível homicídio, seja homicídio culposo, associação criminosa, porque ele tem responsabilidade sobre o etanol adulterado de gasolina. Aí vai depender da linha de investigação da autoridade que estiver tocando esse inquérito e a denúncia que for oferecida pelo Ministério Público”, explicou.

A SSP afirma que o próximo passo da investigação é averiguar os estabelecimentos suspeitos de venderem esse etanol adulterado.

“A nossa suspeita é de que esses casos que geraram lesões gravíssimas, mortes, adquiriram a matéria prima etanol do mesmo posto de combustível”, explicou.

Fábrica clandestina é fechada

A Polícia Civil fechou, na manhã desta sexta-feira (10/10), a fábrica clandestina que usava etanol comprado em postos de combustíveis para produzir bebidas falsificadas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.
Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol
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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.
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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo.

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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar

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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.
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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca.

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A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano. Ao todo, oito suspeitos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Garrafas, bebidas, celulares e outros itens foram apreendidos e encaminhados para perícia.

“A Polícia Civil segue com as investigações para apurar o envolvimento dos suspeitos e a origem dos produtos apreendidos”, disse a SSP.

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