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São Paulo

Metanol em bebidas: "Postos podem responder por mortes", diz Derrite

A participação do postos de combustíveis foi apontada após a Polícia Civil fechar fábrica clandestina que usava etanol batizado com metanol

10/10/2025 14:55
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Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Imagem colorida de duas pessoas colocando caixa de vodca em porta-malas de carro. Metrópoles

Suspeitos de falsificar bebidas alcoólicas compraram álcool (etanol) contaminado com metanol em postos de combustíveis, segundo o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite. De acordo com o secretário, por conta disso, os donos dos estabelecimentos podem responder como “coautores” das mortes por intoxicação.

A participação dos postos de combustíveis foi apontada após a Polícia Civil fechar, na manhã desta sexta-feira (10/10), uma fábrica clandestina que usava etanol batizado comprado em um posto para produzir bebidas falsificadas no ABC paulista. Falsificadores teriam ido comprar etanol e acabaram comprando a matéria-prima contaminada com metanol. A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa da SSP, realizada no início desta tarde.

Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - destaque galeria
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Peritos analisam destilados em SP
Autoridades apreenderam em um mercadinho mais de 40 garrafas de uísque, gin e vodca
Procon participa da operação também
Polícia de SP investiga casos
Um estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados
Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo
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Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo

Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Peritos analisam destilados em SP
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Procon participa da operação também
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Polícia de SP investiga casos
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Um estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados
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Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração
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Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Vigilância Sanitária trabalha em conjunto com a Polícia Civil de SP
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Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP
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Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP

Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista
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Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Os bares estão sendo interditados de maneira cautelar
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Os bares estão sendo interditados de maneira cautelar

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Operação policial contra bebidas adulteradas
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Operação policial contra bebidas adulteradas

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Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - imagem 13
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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Vigilância Sanitária interditou estabelecimentos em SP
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Vigilância Sanitária interditou estabelecimentos em SP

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol
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Estabelecimento nos Jardins é interditado pelas autoridades sanitárias após caso de intoxicação de bebidas com metanol

William Cardoso/Metrópoles
Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - imagem 16
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Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - imagem 17
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Metanol em bebidas: “Postos podem responder por mortes”, diz Derrite - imagem 18
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William Cardoso/Metrópoles
Bar na Mooca fechado
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Bar na Mooca fechado

William Cardoso/Metrópoles

O secretário da Segurança Pública indicou que a fábrica clandestina possui ligação, inclusive, com dois óbitos por intoxicação no estado. Com o álcool contaminado, o local produzia diversas garrafas com metanol, que eram vendidas para diversos bares de São Paulo.

“Eu não descarto a tese de responder como coautores num possível homicídio, seja homicídio culposo, associação criminosa, porque ele tem responsabilidade sobre o etanol adulterado de gasolina. Aí vai depender da linha de investigação da autoridade que estiver tocando esse inquérito e a denúncia que for oferecida pelo Ministério Público”, explicou.

A SSP afirma que o próximo passo da investigação é averiguar os estabelecimentos suspeitos de venderem esse etanol adulterado.

“A nossa suspeita é de que esses casos que geraram lesões gravíssimas, mortes, adquiriram a matéria prima etanol do mesmo posto de combustível”, explicou.

Fábrica clandestina é fechada

A Polícia Civil fechou, na manhã desta sexta-feira (10/10), a fábrica clandestina que usava etanol comprado em postos de combustíveis para produzir bebidas falsificadas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca
Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol
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Reprodução/ Redes Sociais
Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo
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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo

Reprodução/ Redes Sociais
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar

Reprodução/Facebook
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca
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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca

Reprodução/Facebook

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A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano. Ao todo, oito suspeitos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Garrafas, bebidas, celulares e outros itens foram apreendidos e encaminhados para perícia.

“A Polícia Civil segue com as investigações para apurar o envolvimento dos suspeitos e a origem dos produtos apreendidos”, disse a SSP.