Tarcísio quer criar leis por meio de medidas provisórias
Tarcísio de Freitas pedirá à Alesp aprovação de emenda à Constituição de SP para permitir medidas provisórias, como existe na esfera federal

São Paulo – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai enviar à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) projeto de emenda à Constituição paulista para permitir que ele possa editar medidas provisórias (MPs), a exemplo do que o presidente da República pode fazer.
A MP é uma legislação que o Executivo cria e passa a valer assim que é encaminhada para o Legislativo, mesmo antes de ser votada. Ela dura até 120 dias. Se não houver aprovação neste período, deixa de ter validade.
No caso de SP, a medida está sendo defendida para dar mais agilidade à gestão. O secretário da Casa Civil, Arthur Lima, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a proposta serviria para deixar a administração pública menos “engessada”.
Tarcísio ainda não encaminhou nenhum projeto ao Legislativo. Além da emenda à Constituição para criar as MPs, o governo planeja uma polêmica reforma administrativa, que deve extinguir cargos criados ao longo das gestões do PSDB no estado, que são chamados pela equipe do governador de “puxadinhos”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA criação das MPs, no entanto, já é vista como um “atropelo” do governador por parlamentares de oposição.
“(A medida) não tem o menor sentido. Em Brasília, com a Câmara e o Senado, o número de parlamentares é muito maior e a tramitação mais complexa”, afirma o deputado estadual Antonio Donato (PT).
“Aqui, é só fazer as comissões trabalharem e dar ritmo no plenário para os projetos tramitarem. A Assembleia pode fazer isso sem problema. Essa ideia de atropelar o Legislativo paulista não é boa”, afirma.



