Policiais são presos em SP por cobrar propina para ajudar o PCC

Dois policiais do Denarc são alvos de mandados de prisão por suspeita de ajudar traficante do PCC. Advogado também é alvo de operação

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) realiza, manhã desta quarta-feira (10/12), uma operação contra três policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) suspeitos de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Dois deles foram presos preventivamente.

Um advogado também é alvo da operação por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Além das prisões, equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e na sede do Denarc, no Bom Retiro, centro de São Paulo. A Justiça também determinou o arresto, sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 1 milhão, exatamente a quantia apontada na investigação como a propina paga pelo advogado aos agentes públicos, de acordo com a promotoria.

Segundo a investigação, ocorreu uma prisão em flagrante, no ano passado, de um homem que transportava 345 kg de drogas no fundo falso de um caminhão frigorífico. Com a quebra de sigilo dos dados telemáticos, foi possível acessar um vídeo contendo diálogo sobre um pagamento para interromper uma investigação sobre o traficante conhecido como “Costurado”, integrante do PCC que atua na parte da logística financeira da facção. Mesmo com a identificação de um laboratório de refino ligado ao Costurado na cidade de Jarinu, no interior paulista, a investigação relativa a ele foi paralisada.

O vídeo, gravado em 23 de maio de 2024, registra uma videochamada entre três dos quatro alvos e a citação ao quarto alvo da operação. “Pouco tempo depois deste contato, deu-se a compra de imóveis pelos agentes públicos, que, segundo demonstrou o GAECO na demanda ao Poder Judiciário, já ostentavam patrimônio incompatível com os valores que percebem do Estado. O advogado já foi condenado num rumoroso processo de extorsão mediante sequestro e associação criminosa”, informou o MPSP.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que não tolera desvios de conduta por parte de seus agentes e que todas as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, sem prejuízo das apurações criminais e disciplinares. “A pasta permanece colaborando com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento dos fatos”, disse, em nota.

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