Polícia faz operação contra venda ilegal de camarotes do São Paulo FC
Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quarta (21/1). Esquema vendia ilegalmente camarotes no Morumbis
atualizado
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A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quarta-feira (21/1), quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à venda ilegal de camarotes do São Paulo Futebol Clube no Morumbis, zona oeste da capital paulista.
Entre os alvos estão o diretor-adjunto de futebol de base do clube, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado do São Paulo, Julio Casares, e diretora feminina, cultural e eventos do clube. Além deles, também é alvo dos mandados uma mulher chamada Rita Adriana, que seria intermediária no esquema investigado.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a operação é realizada por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) e tem três investigados como alvo.
Em nota enviada ao Metrópoles, o São Paulo Futebol Clube afirma ser vítima no caso e diz que vai contribuir com as autoridades na investigação.
Impeachment
- Julio Casares foi afastado temporariamente da presidência do São Paulo Futebol Clube na última sexta-feira (16/1), após ter o impeachment aprovado por 188 votos. Ele é denunciado por suposto esquema de fraudes envolvendo o camarote do Morumbis.
- No lugar dele, Harry Massis Junior assume a presidência do clube. Ele ocupa o cargo até a realização de Assembleia Geral para confirmar o impeachment de Casares. A assembleia deve ser convocada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres, em até 30 dias.
- Caso o impeachment seja aprovado na assembleia, Julio Casares deixa o cargo definitivamente e é substituído por Massis Jr até o fim de 2026, quando acontecerá votação para definir o próximo presidente.
Entenda o esquema
Julio Casares é investigado por suspeitas relacionadas à exploração clandestina de um camarote no estádio Morumbis, na zona oeste da capital paulista. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a irregularidade teria acontecido em um camarote ligado à presidência do clube, no estádio para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025. Os crimes suspeitos levantados pelo MPSP são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.
Um áudio revelou o suposto esquema de comercialização irregular do camarote ligado à presidência do SPFC.
Segundo o material divulgado pelo Globo Esporte, o diretor-adjunto das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos (e ex-esposa de Julio Casares), Mara Casares, estariam envolvidos no esquema ilegal.
No áudio, o diretor das categorias de base diz que ele e outras pessoas se beneficiaram financeiramente com a prática.
O esquema consistiu no repasse do camarote por parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube à Mara Casares para a realização de um evento durante o show da Shakira. Posteriormente, a mulher chamou uma intermediária para vender os ingressos, com alguns tickets custando até R$ 2,1 mil. Essa prática já é considerada ilegal.
Porém, o caso estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando que foi vítima de um calote por parte de Mara e outro dirigente do São Paulo no pagamento de um pacote de ingressos. Neste momento, o áudio revelado na imprensa mostra os dois pressionando a intermediária a retirar a ação judicial, confessando que se tratava de um esquema clandestino.
Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos.


















