Delegada do caso Thiago Brennand é investigada por conduta suspeita

Policial teria se negado a registrar boletim de ocorrência solicitado por vítima, segundo a Promotoria; empresário está fora do Brasil

atualizado 07/12/2022 13:18

Thiago Brennand Reprodução/Facebook

São Paulo – A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento, nessa terça-feira (6/12), para apurar a conduta da delegada Maria Corsato, sobre como ela presidiu denúncia contra o empresário Thiago Brennand, de 42 anos. A policial teria se negado a registrar um boletim de ocorrência, além de solicitar para que o caso fosse mantido em sigilo.

A investigação aberta contra a policial foi confirmada ao Metrópoles pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

A medida foi tomada após a Promotoria argumentar que um pedido feito pela delegada, para que um dos casos investigados fosse mantido em sigilo, não teria fundamento. Para sustentar seus argumentos, conforme publicado no jornal Folha de S.Paulo, a policial usou o caso Escola Base – ocorrido em 1994 e no qual proprietários de uma escola infantil foram acusados, injustamente, de pedofilia.

Segundo o Ministério Público, a delegada teria endossado a versão de Brennand ao acusar de ameaça uma frequentadora da academia onde ocorreram as agressões, além do namorado dela.

Por causa disso, a mulher registrou um boletim de ocorrência contra o empresário, afirmando estar sendo perseguida por ele, que teria enviado mensagens para o celular dela com insistência.

No mês passado, ela apresentou um pedido para arquivar a primeira denúncia, solicitando a abertura de uma nova investigação, apontando Brennand como suspeito de perseguição e por calúnia.

O pedido foi endossado pela Promotoria, que pediu o registro de um novo boletim de ocorrência à delegada. O documento, porém, não foi lavrado, sendo interpretado como uma recusa da policial, por parte do Ministério Público.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a delegada, para que comentasse o caso.

O caso

Brennand aparece em um vídeo, feito por uma câmera de monitoramento, em setembro, no qual agride a modelo Alliny Helena Gomes, de 37 anos, em uma academia na zona oeste paulistana.

Com a repercussão do caso, até o momento, 15 mulheres formalizaram denúncias de supostos crimes sexuais contra ele.

O empresário chegou a compartilhar um link, do Youtube, por meio do qual negava os crimes. Os posicionamentos foram tirados do ar e estavam inacessíveis, até por volta das 12h10 desta quarta-feira (7/12).

Brennand viajou para os Emirados Árabes, após o caso ganhar repercussão, onde foi preso em outubro, mas solto em seguida após pagar fiança. Ele parmanece no país, respondendo a um processo de extradição em liberdade.

Nenhum advogado do empresário foi localizado para comentar sobre o caso.

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