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São Paulo

Polícia prende suspeito de criar falsa clínica de idosos; um homem morreu

Suspeito usava CNPJ de outra empresa para criar clínica falsa de acolhimento a idosos na internet. Polícia Civil encontrou um corpo

15/10/2026 20:48
Reprodução/Polícia Civil de SP
Mário de Oliveira Nunes, suspeito de criar Clínica falsa de acolhimento para matar dois idosos.

São Paulo — Nesta quinta-feira (15/10), um homem, identificado como Mário de Oliveira Nunes, foi preso na região do Jardim Herculano, na zona sul da capital paulista pela Polícia Civil, suspeito de criar uma falsa clínica de acolhimento a idosos e matar um homem — mas o local onde o corpo foi localizado não foi revelado pelas autoridades.

Os agentes cumpriram ordem de prisão da Justiça de São Paulo. Uma fonte policial ouvida pelo Metrópoles disse que um corpo já foi encontrado em Embu-Guaçu, no interior de São Paulo. O corpo passará por perícia. O celular do suspeito foi apreendido para colher mais informações.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e busca localizar a defesa do suspeito. Mas, não houve retorno. O espaço está aberto para manifestações.

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Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O.), a família decidiu colocar a vítima, Francisco Rex Faustino, em uma clínica de cuidados especiais após apresentar indícios de vício em álcool e agressividade com familiares.

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O genro foi responsável por pesquisar um local adequado para o acolhimento, e o estabelecimento foi escolhido pela internet sob o nome fantasia Clínica de Idosas Viva Nova Vida. O CNPJ usado no site para dar mais credibilidade ao golpe era de outra empresa. A verdadeira dona contou ao Metrópoles que Márcio nunca fez parte do corpo de funcionários e que abriu um BO por falsidade ideológica.

Ainda de acordo com o registro policial, a família relata que os primeiros seis meses ocorreram normalmente, Márcio enviava fotos e vídeos aos afilhados — Francisco era o padrasto. Os pagamentos eram efetuados normalmente, sendo retirado da aposentadoria do idoso. Porém, recentemente, Márcio passou a solicitar R$ 500 a mais e deixou de enviar os registros de vida do homem.

O genro responsável pela pesquisa inicial decidiu fazer uma visita à clínica sem avisar Márcio. Ao chegar no endereço informado na contratação, constatou que a empresa não existia. O familiar acionou o suspeito, que por sua vez, enviou um novo endereço, o da própria casa.

Nessa nova visita, o genro até encontrou uma casa. Mas Márcio e Francisco tinha mudado de endereço, sem avisar a família.

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