Polícia prende “homônimos” de líderes do PCC por morte de ex-delegado
A Secretaria da Segurança chegou a divulgar que um dos presos, supostamente conhecido como Azul, seria o líder do PCC Fernando Gonçalves
atualizado
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (13/1), três supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontados como mandantes da morte do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro do ano passado. Entre os detidos estão Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, que seria conhecido como Azul, Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manoelzinho.
Anteriormente, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) havia informado que Azul seria o líder do PCC Fernando Gonçalves dos Santos, integrante da Sintonia Final da facção e acusado de planejar atentados contra autoridades, como o senador Sergio Moro (União) e o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo. A informação chegou a ser publicada pelo Metrópoles e por outros veículos. Minutos depois, a pasta enviou documento com informações diferentes, indicando que se trata de uma outra pessoa.
Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote, também tem um homônimo no alto escalão do PCC. Trata-se de João Aparecido Ferraz Neto, conhecido como João Cabeludo, que está na lista vermelha da Interpol e seria integrante da alta cúpula da facção.
Questionada pela reportagem sobre as informações repassadas, a pasta disse que foi um “erro” e se desculpou pelo ocorrido. A cúpula da Secretaria da Segurança Pública (SSP) marcou entrevista coletiva no fim da tarde desta terça-feira (13) para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Morte de Ruy
- A execução de Ruy Ferraz Fontes, registrada às 18h16 de 15 de setembro, teve precisão de ataque preparado.
- A vítima havia deixado a prefeitura minutos antes, em seu carro, quando foi perseguida pelo veículo dos assassinos, do qual tentou fugir.
- O relatório policial descreve que “os autores portavam armamento de guerra com elevado poder destrutivo”.
- Após a colisão do carro do ex-delegado-geral com dois ônibus, os criminosos desceram e fizeram “novos e incessantes disparos, de forma coordenada”, anulando qualquer possibilidade de defesa.
Quem são os presos
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira é apontado, em um relatório de investigação, como “um dos articuladores do mando da ação criminosa, com indícios de participação no planejamento, na coordenação logística e na execução indireta do delito”. O suspeito, de 48 anos, foi encontrado em Jundiaí.
O irmão dele, Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, de 45, seria o “principal articulador logístico e operacional”, tendo também auxiliado na fuga e no fornecimento dos meios materiais”.
Marcio Serapião de Oliveira, o Velhote, de 52, também teria atuado no apoio estratégico e logístico, auxiliado no uso de imóveis para a organização criminosa e na ocultação de provas do homicídio. Ele foi detido em Interlagos, na zona sul da capital.


















