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Polícia prende 9º suspeito de participar da morte de ex-delegado-geral

Suspeito é dono de uma segunda casa que teria sido usada pelos criminosos. Ex-delegado-geral foi fuzilado em setembro na Praia Grande

atualizado

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Divulgação/Polícia Civil
O delegado Ruy Ferraz Fontes - Metrópoles
1 de 1 O delegado Ruy Ferraz Fontes - Metrópoles - Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nessa sexta-feira (24/10), o nono suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes (foto de destaque). Secretário de Administração de Praia Grande, no litoral paulista, Ruy Ferraz foi morto a tiros de fuzil no último dia 15 de setembro, na cidade litorânea.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem, de 38 anos, foi preso no Jardim Shangrilá, zona sul da capital paulista. Ele seria o proprietário de uma segunda casa na Praia Grande, utilizada pelos criminosos no período de elaboração do plano que vitimou o ex-delegado.

Em nota, a SSP disse que “as investigações prosseguem pelo DHPP para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos. Até o momento, nove envolvidos estão presos, dois se encontram foragidos e um morreu após resistir à abordagem policial”.

Dois homens, identificados como Flávio e Luiz, seguem foragidos. Além disso, uma pessoa foi morta. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime. A prisão de sexta-feira foi a nona relacionada ao crime.


Prisões anteriores

  • José Nildo da Silva, de 47 anos, é suspeito de ser um dos atiradores. Ele teria se dirigido a uma das quatro residências que teriam sido usadas na logística do crime após a execução. Ele foi preso em Itanhaém no final de outubro.
  • Danilo Pereira Pena, conhecido como Matemático, teria organizado parte da operação criminosa, incumbindo outro indivíduo de transportar um terceiro participante.
  • Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, teve digitais identificadas pela perícia em um dos carros usados no assassinato. Ele é apontado como “disciplina” da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no ABC Paulista, na região metropolitana de São Paulo.
  • William Silva Marques, dono da casa usada como QG do crime.
  • Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar e apontado como um dos atiradores.
  • Dahesley Oliveira Pires, acusada de ser a pessoa que buscou o fuzil no litoral paulista.
  • Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, que teria sido responsável por dar carona para um dos criminosos fugir da cena do crime. A ação teria sido orientada por Danilo Pereira Pena, o Matemático.
  • Umberto Alberto Gomes, apontado como um possível atirador e morto em confronto com a polícia no Paraná. As impressões digitais dele foram detectadas em um imóvel em Mongaguá, que teria sido utilizado pela quadrilha antes do crime.
  • Cristiano Alves da Silva, 36, conhecido como “Cris Brown”, é apontado como proprietário da casa em Mongaguá que foi utilizada como ponto de apoio aos criminosos.

Linhas de investigação

O ex-delegado e então secretário da Administração de Praia Grande foi morto em uma emboscada no dia 15 de setembro. Pouco mais de um mês após o crime, fontes próximas à investigação confirmaram ao Metrópoles que, até o momento, a apuração trabalha com duas principais hipóteses:

  • Vingança do crime organizado, tendo em vista os anos de carreira que Ruy Ferraz dedicou em combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Retaliação de colegas de prefeitura, uma vez que o ex-delegado estaria supervisionando um contrato milionário de licitação, que previa a compra de equipamentos destinados à ampliação do sistema de videomonitoramento e wi-fi da gestão municipal.

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