Polícia de SP faz operação contra lavagem de dinheiro do tráfico
Segundo a polícia, a quadrilha alvo da operação tem bases operacionais de tráfico de drogas em São Paulo e também no Mato Grosso do Sul
atualizado
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A Polícia Civil de São Paulo realiza na manhã desta quinta-feira (18/12) uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro obtido por meio do tráfico de drogas na capital, em cidades da região metropolitana e no interior de São Paulo.
Segundo a investigação, a ação policial, chamada de Operação Argyros, busca cumprir quatro mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em endereços apontados como bases operacionais de uma quadrilha que distribui entorpecentes. Além dos locais em São Paulo, a polícia também cumpre mandados no Mato Grosso do Sul.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, as apurações revelaram que o esquema tem atuação e logística interestadual, inclusive na aquisição de automóveis, imóveis e bens de luxo.
A operação é coordenada por policiais da 6ª Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ao todo serão mobilizados simultaneamente 70 policiais no cumprimentos dos mandados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações revelaram que o esquema comprava entorpecentes no Paraguai para vender em território paulista. Este serviço permitiu o enriquecimento dos investigados.
Até o momento desta publicação um homem tinha sido preso em flagrante por posso ilegal de arma, em Pardinho, interior de São Paulo.
O delegado que coordenou a operação, Tárcio Severo, contou que as investigações começaram há cerca de quatro meses, quando as equipes identificaram envolvidos em uma quadrilha de tráfico de drogas.
Por meio de trabalho de campo e quebra de sigilo telefônico e telemático, foi possível constatar que havia um esquema maior por trás da venda dos entorpecentes: os investigados mantinham “negócios” na região de Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai, para adquirir as substâncias e vendê-las por um preço mais alto em solo paulista.
“Com esse serviço ilícito, eles adquiriram bens, imóveis, carros de luxo, relógios e mais um monte de coisa de alto valor. Todo o dinheiro adquirido era lavado por meio de empresas de fachada para passar desperecido”, explicou o delegado.
Severo ainda afirmou que operações como a de hoje buscam não só combater o tráfico de drogas, mas como asfixiar financeiramente as organizações criminosas. A operação foi batizada de Argyros, que significa prata em latim e faz referência à vida de luxuosa que os criminosos conseguiram obter com o esquema criminoso.














