Operação mira grupo que usava cafeína para ampliar produção de cocaína

Segundo a polícia, a organização comprou 81 toneladas de cafeína para adulterar e quadruplicar a produção da cocaína, em São Paulo

atualizado

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Imagem colorida de viatura da polícia envolvida em operação contra grupo envolvido no uso de cafeína para a ampliação da produção de cocaína - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de viatura da polícia envolvida em operação contra grupo envolvido no uso de cafeína para a ampliação da produção de cocaína - Metrópoles - Foto: Divulgação/SSP

Uma operação da Polícia Civil foi deflagrada nesta quarta-feira (17/12) contra uma associação criminosa que usava cafeína para adulterar e ampliar a produção de cocaína, em São Paulo. O esquema, que envolvia pessoas físicas e empresas fantasmas, movimentou cerca de R$ 25 milhões.

Desde a manhã desta quarta-feira, equipes estão nas ruas para dar cumprimento a 31 ordens judiciais na capital e Grande São Paulo, sendo 27 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária.

Até a publicação desta reportagem, duas pessoas haviam sido presas em Santana de Parnaíba e na zona oeste de São Paulo. Doze carros, duas motos, valores em espécie, celulares e duas armas, sendo uma metralhadora e uma pistola, também foram apreendidos.

Segundo a polícia, a organização comprou 81 toneladas de cafeína para quadruplicar a produção da droga. O grupo criminoso pagou R$ 11,7 milhões para adquirir as cargas de café entre março de 2024 e outubro de 2025.

O volume de cafeína adquirido, misturado a outros insumos e ao cloridrato de cocaína, produziu pelo menos 320 toneladas de cocaína, que rendeu uma movimentação financeira de cerca de R$ 25 milhões. Além de abastecer regiões da capital e Grande São Paulo, a droga era levada para os estados do Paraná e Rio de Janeiro.

As investigações pela 1ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) começaram entre setembro e outubro, quando um homem foi detido com meia tonelada de cafeína em Guarulhos. Com o trabalho de inteligência policial, foi descoberto que o produto era utilizado como insumo para o preparo e adulteração de cocaína.

A operação também tem apoio de equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). O caso será registrado na 1ª Dise como tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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