Polícia Civil prende 7 pessoas em operação contra tribunais do crime
Operação que mira o desmonte dos tribunais do crime, organizados pelo PCC em São Paulo, prendeu sete suspeitos nesta quarta-feira (18)

A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (18/6), uma ação contra organização criminosa investigada por envolvimento com os chamados “tribunais do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), na cidade de Salto, interior de São Paulo. A equipe contou com o apoio da Delegacia Seccional de Sorocaba, além da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Municipal (GCM), e ao todo, sete pessoas foram detidas.
Chamada de Veredictum, a operação prendeu cinco pessoas em cumprimento a mandados judiciais, enquanto outras duasem flagrante. Os policiais também localizaram máquinas caça-níqueis em um dos endereços que eram alvo das buscas. Segundo a Polícia Civil, as equipes permaneceram em campo ao longo do dia, e a investigação segue em andamento.
Tribunais do crime
Os “tribunais do crime” funcionam como uma espécie de julgamento clandestino, estabelecido por facções criminosas, como o PCC, em São Paulo. A prática é utilizada para processar e punir membros ou moradores que desrespeitem o “código de conduta” imposto pelo crime organizado, e mediar conflitos internos da organização dentro e fora dos presídios.
No início desse ano, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou outra operação que prendeu cinco pessoas – três homens e duas mulheres – no município de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A investigação identificou que o grupo sequestrou e matou um homem durante um julgamento na região da Vila Galvão, em 2022.
Na ocasião do sequestro, um casal foi capturado por integrantes do PCC, em resposta à uma acusação de abuso sexual. A mulher foi absolvida na “justiça” paralela e o homem foi condenado à morte.
Meses depois, um cadáver em avançado estado de decomposição foi encontrado em um córrego na zona norte. Na época do acontecido, os exames periciais não permitiram a identificação da vítima. Porém, em 2025, novos exames antropológicos e genéticos apontaram que os restos mortais pertenciam, na verdade, a duas pessoas — sendo uma delas o homem sequestrado.

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