Polícia acha hacker “fantasma” que vendia dados de governos a bandidos. Vídeo
O hacker, identificado como Leonardo, era especializado em invadir sistemas de governos, tribunais e polícias, e vendia dados a criminosos
atualizado
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Considerado um “fantasma” pelas autoridades, um hacker identificado até o momento somente como Leonardo foi alvo de uma medida cautelar, na manhã desta quinta-feira (7/5) em Minas Gerais, em uma ação deflagrada pela Controladoria Geral do Estado de São Paulo, em parceria com a Polícia Civil mineira.
Ele é apontado como um especialista em invadir sistemas de governos, tribunais e de polícias, vendendo senhas e logins de acesso à criminosos, na deep e dark web.
Os arquivos salvos pelo suspeito em um data center, na capital mineira, foram o principal alvo das autoridades.
Por meio de um mandado de busca e apreensão, as autoridades paulistas e mineiras conseguiram travar o sistema do criminoso e apreender todas as informações nele contidos.
O material será ainda periciado, para que se saiba quais os alvos e os clientes do criminoso, além de quanto ele faturou com o esquema.
O Metrópoles apurou que as investigações já identificaram o repasse de acessos, por parte do criminoso, a quadrilhas especializadas em golpes, as quais compraram informações referentes ao Tribunal de Justiça do Maranhão, de Goiás, da Polícia Militar goiana, além das polícias mineira e paulista.
Pelo fato de ter vendido dados de policiais civis de São Paulo, a ação da CGE também contou com o apoio da Corregedoria da Instituição, que atuou para garantir da idoneidade dos policiais cujos perfis foram usados irregularmente.
Leandro foi encontrado em um sítio, na região de Juiz de Fora. Ele não foi preso em regime fechado, mas terá de cumprir medidas cautelares — como usar tornozeleira eletrônica — para responder ao caso em liberdade.
A reportagem apurou que, antes de atuar com hacker para invadir o sistema governamentais, ele atuou como profissional de TI em bancos e redes digitais.






