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São Paulo

PM prende suspeito de matar homem achado dentro de saco na zona oeste de SP

Suspeito tinha revólver com numeração raspada em casa, o que levou à prisão em flagrante pela PM

24/10/2026 19:50
Divulgação/Governo de SP
Viaturas da Polícia Militar de São Paulo.

São Paulo — A Polícia Militar (PM) prendeu neste sábado (24/10) um homem de 40 anos suspeito de participar do homicídio de um jovem, de 22 anos, encontrado no Jardim do Lago, na zona oeste da capital, nessa quinta-feira (22). Com o acusado, foi encontrado um revólver com numeração raspada, o que levou à prisão em flagrante.

O preso foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, que solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

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“Durante as buscas, a equipe encontrou, no vão do telhado de uma residência, um revólver de calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Um aparelho celular também foi apreendido”, informa o tenente-coronel Ives Minosso, comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M).

Segundo a PM, os agentes identificaram o suspeito a partir de informações encaminhadas para o Disque-Denúncia. Os dados coletados ajudaram o serviço de inteligência a localizar um endereço no Jardim Catanduva. Os relatos apontam ainda que o homem tem envolvimento com facção criminosa.

13º corpo

O corpo da vítima, encontrado na quinta-feira, estava amarrado, com sinais de violência e dentro de um saco plástico.  A vítima foi identificada como Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos.

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O corpo dele foi achado por moradores, que acionaram a PM.

O cadáver tinha sinais de tortura, como um corte na cabeça e marcas de disparos de arma de fogo.

Com este caso, segundo dados da PM levantados pelo Metrópoles, o número de corpos achados sob as mesmas circunstâncias, desde o começo de setembro, no município de São Paulo, subiu para 13.

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Investigação

O secretário da Segurança Pública de SP, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que todos os casos de corpos encontrados são investigados individualmente, e que, em alguns casos, as prisões de suspeitos foram solicitadas e decretadas pela Justiça.

Nico se reuniu nessa quinta-feira com autoridades da alta cúpula da Polícia Civil, como o delegado-geral Artur Dian e a a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o secretário afasta a possibilidade de que os crimes tenham sido cometidos por um serial killer.

“Até agora, não encontramos [evidências de] que esses 12, 13 casos foram praticados pela mesma pessoa. Estamos trabalhando muito nisso [na descoberta das autorias]”, escreveu.

Nico afirmou que as eventuais semelhanças entre os casos estão sendo analisadas. “Nenhuma hipótese é descartada. Cada caso tem sua investigação e o seu suspeito, e já temos prisão preventiva decretada em alguns. Pode confiar na polícia.”, finalizou.

A tese de que os crimes estariam sendo praticados por serial killer ganhou força nas redes sociais após uma série de corpos serem encontrados, desde 5 de setembro, na capital paulista e em cidades da região metropolitana, como Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo.

Se somados, são 13 casos na capital e outros três na região metropolitana.