PM lança spray de pimenta em estudantes durante ocupação de secretaria. Veja vídeo

Vídeo gravado por um dos estudantes mostra PM usando spray de pimenta contra os manifestantes que estavam em sala da Secretaria da Educação

atualizado

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Reprodução/ Redes Sociais
Imagem colorida de PMs usando spray de pimenta contra estudantes. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de PMs usando spray de pimenta contra estudantes. Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Um vídeo gravado por um dos estudantes envolvidos na ocupação do prédio da Secretaria da Educação do Estado (Seduc) de São Paulo, na noite dessa quarta-feira (25/3), mostra o momento em que policiais militares lançam spray de pimenta contra os manifestantes.

 

Nas imagens, é possível ver o momento em que os estudantes tentam se proteger após serem alvo da ofensiva da Polícia Militar. Em certo momento, uma manifestante vai até a porta da sala e começa a ser puxada pelos agentes. Colegas da jovem tentam ajudá-la a se desvencilhar dos policiais, momento em que os agentes são flagrados usando o spray.

O confronto aconteceu na madrugada desta quinta-feira (26/3), horas depois do início da ocupação do prédio. Durante o período em que estiveram na Seduc, os estudantes disseram que estavam sem acesso a água, banheiro e alimentação.

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5 imagens
Grupo de integrantes da Upes invade sede da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc)
Grupo de integrantes da Upes invade sede da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc)
Grupo de integrantes da Upes invade sede da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc)
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Grupo de integrantes da Upes invade sede da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc)

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O estudante Cláudio Rogério, diretor de Comunicação da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), que participou da ocupação, disse ao Metrópoles que a PM invadiu a sala por volta das 2h, quando os estudantes estavam deitados.

“Eles já chegaram arrombando a porta. Eles abriram um buraco e começaram a jogar spray de pimenta na gente. Foram muito agressivos”, disse Cláudio.

Segundo o estudante, uma jovem também teve o cabelo puxado pelos policiais. Em outro momento, a presidente da Upes, Júlia Monteiro, teria sido derrubada no chão enquanto era levada para a viatura.

O diretor da Upes disse, ainda, que quatro estudantes foram levados algemados para a delegacia. “Estavam tratando a gente como criminosos”, afirmou.

O que diz a SSP

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), no local havia cerca de 20 pessoas, entre adolescentes e estudantes com mais de 18 anos. Eles foram retirados do prédio pela PM e encaminhados ao 2° Distrito Policial, onde foram ouvidos e liberados.

Ainda de acordo com a pasta de segurança, ninguém ficou ferido. A perícia foi acionada e o caso foi registrado como dano.

O Metrópoles também pediu um posicionamento para a SSP sobre a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.

Ocupação do prédio público

Conforme publicado pelo Metrópoles, a Seduc afirmou que 15 estudantes invadiram o prédio da secretaria por volta das 17h30, se trancaram em uma sala de aula e iniciaram uma transmissão ao vivo.

Os manifestantes tinham desmarcado uma reunião com o secretário Renato Feder na semana passada e remarcado para a próxima sexta (27/3). Eles queriam falar pessoalmente com o secretário, que não estava no local.

O secretário-executivo de Educação, Vinicius Neiva, chegou por volta das 19h na sede da secretaria. A pasta disse que ele tentou negociar com os estudantes, mas os ocupantes não saíram. Segundo os alunos, eles já teriam sido atendidos por Neiva em outras ocasiões, mas não tiveram as demandas solucionadas — por isso queriam falar diretamente com Feder.


Os estudantes listaram quatro reivindicações principais:

  • Fim do estatuto padrão dos grêmios estudantis e respeito à Lei do Grêmio Livre (Lei nº 7.398, de 4 de novembro de 1985).
  • Revogação da PEC 09/2023, que reduz o investimento mínimo em educação no estado de São Paulo.
  • Realização urgente de reformas estruturais em todas as escolas estaduais do estado de São Paulo.
  • Fim da plataformização do ensino como parte de um projeto de precarização da educação, que subordina o processo pedagógico à lógica da padronização, do controle e da desumanização do ensino.

 

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