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São Paulo

PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo

Solicitação alega violação ao direito de imagem após reportagem exibir trechos de interrogatórios, câmeras corporais e laudos periciais

Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em sigilo. Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.

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PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - imagem 2
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - imagem 4
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - imagem 1
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Reprodução/Polícia Civil
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Reprodução/Câmera Monitoramento
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Reprodução/ Polícia Militar
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Reprodução/Polícia Civil
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

Reprodução/Polícia Civil
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Arquivo Pessoal
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
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No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
Gisele Alves Santana
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Gisele Alves Santana

Reprodução/Redes Sociais
PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - imagem 13
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Arte/Metrópoles
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Instagram/Reprodução
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Instagram/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal

Acusado de feminicídio, o tenente-coronel detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele com um tiro na cabeça. Ele alega que a companheira cometeu suicídio.

Geraldo Neto argumentou que teve os direitos violados devido à exibição de trechos do interrogatório judicial em vestimenta carcerária, imagens de câmeras corporais, áudios da polícia e laudos periciais.

O tenente-coronel ainda pediu que a íntegra do conteúdo dos celulares apreendidos seja incluída no processo, solicitou um levantamento sobre casos de suicídio atendidos pelo Sargento Rodrigues, que atuou no socorro a Gisele, um ofício para investigar eventuais dívidas bancárias de Gisele e um ofício para informar a altura oficial da vítima com base na ficha funcional.

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Relembre o caso


Ao rejeitar o pedido de sigilo, a juíza Michelle Porto de Medeiros afirmou que a publicidade dos atos processuais é garantia constitucional. “A mitigação desse princípio é de caráter excepcionalíssimo, justificando-se estritamente quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Não se presta, portanto, para tutelar mero desconforto ou inconveniência do acusado submetido à persecução penal.”

Sobre as matérias jornalísticas, a juíza alegou que a publicação do conteúdo não é vedada e que eventuais excessos devem ser responsabilizados pelas vias ordinárias, sem que isso justifique o ocultamento do processo. A decisão também afirma que os dados dos celulares foram devidamente extraídos e que eventuais necessidades de contextualização devem ser indicadas.

O levantamento de dívidas bancárias foi recusado sob justificativa de que representa “inadmissível e desnecessária violação da intimidade” da vítima. “Eventuais pendências financeiras da vítima não guardam nenhuma relação com a autoria ou a materialidade do crime de feminicídio aqui apurado”, entendeu a juíza.

O TJSP acatou os pedidos para informar a altura de Gisele e o levantamento sobre casos de feminicídio com atuação do Sargento Rodrigues.

Conforme publicado pela coluna Alfredo Henrique, do Metrópoles, o processo contra o tenente-coronel entrou na reta final antes de a Justiça decidir se o oficial da Polícia Militar será submetido a júri popular. Um documento anexado aos autos no último dia 14 determinou providências para encerrar a instrução processual e abrir prazo para as manifestações finais da acusação e da defesa.

Depois, cabe à juíza decidir se existem indícios suficientes para levar o coronel ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.