SSP admite que PM errou ao não fazer bafômetro em motorista de Porsche

Secretaria abriu procedimento para responsabilizar PMs que não submeteram o motorista do Porsche ao bafômetro no local do acidente de 31/3

atualizado

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Foto colorida de Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade - Metrópoles - Foto: Reprodução

São Paulo — A Polícia Militar errou ao não submeter Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, ao teste do bafômetro no local em que o Porsche dirigido por ele bateu contra o carro do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que morreu.

A partir da análise das imagens de câmeras corporais, foi possível concluir que houve “falha de procedimento” dos policiais que atenderam a ocorrência, diz nota divulgada nesta terça-feira (23/4) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
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Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade

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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente

Felipe Resk/Metrópoles
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
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Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024

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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido

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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída

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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade
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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade

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Carro da vítima teve a traseira destruída
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Carro da vítima teve a traseira destruída

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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar
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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

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Fernando Sastre Filho foi retirado do local do acidente, na avenida Salim Farah Maluf, na zona sul de São Paulo, pela mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, de 45 anos. Ela afirmou a policiais que atendiam à ocorrência que levaria o filho para um hospital da região. Os PMs, no entanto, não encontraram registro de entrada do motorista na unidade hospitalar.

O acidente ocorreu no dia 31 de março. Fernando só se apresentou na delegacia mais de 36 horas depois. Daniela Andrade foi indiciada por fraude processual, por ter inviabilizado que seu filho fosse submetido a exames toxicológicos.

A SSP abriu um procedimento para a responsabilização dos policiais. Os laudos da perícia e as imagens das câmeras corporais também foram entregues à Polícia Civil.

Segredo de justiça

O caso está sob segredo de Justiça.

Nesta terça-feira (23/4), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgou que solicitou a quebra do sigilo de dados de cartões de crédito do motorista do Porsche para investigar a titularidade dos meios de pagamento usados no eventual consumo de bebidas alcoólicas.

A quebra de dados deve ser estendida a terceiros caso os cartões utilizados para quitar a conta no bar frequentado por Fernando, a namorada e um casal de amigos no dia do acidente pertençam a outras pessoas.

O MPSP também requereu as imagens das câmeras corporais que atuaram na ocorrência, bem como a realização, pelo Instituto de Criminalística, de perícia por meio de scanner digital e reprodução simulada dos fatos em 3D.

A simulação já foi agendada pela SSP, assim como as imagens das câmeras corporais foram entregues, nesta terça-feira, à Polícia Civil.

A oitiva de testemunhas, como os atendentes do bar de onde saíram os envolvidos, também foi solicitada pelo Ministério Público.

 

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