PM desaparecido e carro carbonizado: preso tinha galões de gasolina

Carro de suspeito foi flagrado em câmera próximo ao local onde veículo de PM desaparecido foi encontrado carbonizado. Ele nega envolvimento

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Carro do PM Fabrício Gomes Santana foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra - Metrópoles
1 de 1 Carro do PM Fabrício Gomes Santana foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra - Metrópoles - Foto: Reprodução

Um dos presos por suspeita de participar do caso do PM desaparecido Fabricio Gomes de Santana é o dono do Corsa que aparece nas imagens de câmera de segurança atrás do veículo da vítima, em uma estrada de terra de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

O PM foi visto pela última vez na noite de quarta-feira (7/11), em uma adega na zona sul da capital paulista, após um desentendimento com um suposto traficante da região. A suspeita é que o PM tenha sido vítima de um tribunal do crime. Neste domingo (11/1), a polícia localizou um corpo que pode ser o da vítima em um sítio em Embu-Guaçu (veja vídeo abaixo).

Pela localização, há indícios suficientes para suspeitar que seja o soldado Fabrício. A área passa por perícia e o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmação da identificação, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Até o momento, quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no desaparecimento do soldado, entre eles o dono do sítio onde foi o encontrado o corpo suspeito de ser o do policial.

Outro preso, de acordo com a PM, é o proprietário do Corsa que aparece nas imagens logo atrás do carro de Fabrício, de modelo Ford Ka, momentos antes de o veículo ser carbonizado (foto em destaque). O homem é identificado como Gleison Humberto Santos Dias, de 40 anos.

No porta-malas do Corsa, localizado na frente da casa de Gleison, os policiais encontraram três galões de vazios com restos de gasolina. Em depoimento, o proprietário do veículo negou envolvimento no desaparecimento de Fabrício. Ele afirmou que os galões eram seus e que os carrega para o caso de a gasolina acabar.

Carro carbonizado

No final da tarde seguinte ao desaparecimento, a polícia foi informada que o veículo do policial, modelo Ford Ka, havia sido encontrado carbonizado em uma estrada de terra no bairro Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra.

Paralelamente, a equipe da Delegacia de Itapecerica obteve imagens de uma câmera de segurança mostrando o veículo da vítima andando pela rua Richard Beck, uma via de terra batida, em Itapecerica, por volta das 16h30 de quinta-feira.

Veja o vídeo:

 “Gato Preto”

Segundo o boletim de ocorrência, Gleison é conhecido no bairro como “Gato Preto”, o mesmo apelido do homem que teria abordado e levado Fabrício até o local onde o policial foi visto pela última vez.

Gleison contou em seu depoimento que, por volta das 15h de quinta estava na rua quando um conhecido da comunidade, identificado como Fabio, pediu para que o acompanhasse até o bairro do Santa Julia, em Itapecerica da Serra, onde venderia um carro. A ideia era que Gleison levasse Fabio de volta após a venda.

De acordo com o depoimento, o veículo que seria vendido era o Ford Ka, depois identificado como o carro de Fabrício. Gleison relatou ter seguido o carro conduzido por Fabio que, em determinado local da estrada, pediu para que o dono do Corsa o esperasse e entrou com o Ford Ka em uma área de mato.

Em seguida, voltou e entrou no carro do colega. Os dois retornaram ao bairro onde residem. Gleison afirmou aos policiais que conhece Fabio da comunidade e não sabe onde o mesmo reside.

Depoimentos contraditórios

Segundo relatos à polícia, Fabrício (foto em destaque) estava bebendo com dois conhecidos e mais um terceiro desconhecido, identificado como Riclecio Cerqueira de Moraes, com quem teria se desentendido. O suspeito nega a briga.

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Segundo a investigação, além de Riclecio, as outras duas pessoas que estavam acompanhadas de Fabrício eram Mirys Sthefanny Bezerra Siqueira e Isaque Duarte da Silva.

Em depoimento, Isaque afirmou que conhece Riclecio do bairro e que pegou uma carona de moto com ele até a rua de sua casa na noite do desaparecimento. Ao chegar no local, avistou Fabrício e Mirys, uma mulher trans, ingerindo bebidas alcóolicas na garagem do sogro de Fabrício. Decidiu então se juntar à dupla.

Isaque informou conhecer Fabrício porque o policial já havia morado no bairro, mas não conhecia Mirys. Contou ainda que Riclecio decidiu ficar e beber junto com o grupo. Em determinado momento, segundo Isaque, Riclecio e Fabrício se desentenderam em razão de uma aposta de queda de braço.

Após o bate-boca, Riclecio teria dito que estava errado e deixado o local em sua motocicleta. Isaque conta que permaneceu no local com Fabrício e Mirys até por volta das 7h da manhã, quando saiu com o policial em seu veículo para uma padaria próxima.

De acordo com o depoimento, a mulher decidiu ficar no local, onde aguardaria o retorno de Fabrício. No trajeto até a padaria, segundo Isaque, ele e Fabrício foram abordados por um homem conhecido pelo apelido de “Gato Preto”.

Ao abordá-los, o indivíduo, que estava em um carro do modelo Gol “bola” e trabalha como motoboy, perguntou se a dupla havia estado com Riclecio e se tinham conhecimento de uma briga entre ele um policial.

Isaque afirmou que presenciou a discussão. Gato Preto então relatou que Riclecio havia chegado em sua casa e reclamado de Fabricio, dizendo que havia discutido com um “polícia”.

Neste momento, o PM, que estava ao lado de Isaque no carro, demonstrou nervosismo e afirmou que iria até o final da rua, em uma biqueira, para “conversar” com o homem, percebendo a repercussão da discussão.

À polícia, Isaque afirmou ter tentado dissuadir o policial, sugerindo que resolvessem a situação depois. Mas Fabricio insistiu em ir. Ao chegarem no local, foram recepcionados por aproximadamente seis pessoas, segundo o depoimento, cujas identidades Isaque não soube informar.

Ao saírem do veículo, os dois foram separados e o grupo passou a questionar se Fabrício estava armado. O policial respondeu que sim e teve dois revólveres retirados pelos suspeitos. Depois disso, Isaque afirma não ter tido mais contato visual com Fabrício.

Segundo o relato, um homem forte e de cabelos grisalhos conduziu Isaque até um local mais estreito da rua, onde passou a fazer diversas perguntas sobre a briga e se Fabrício era seu parente. Em determinado momento, um dos suspeitos teria afirmado que o policial seria morto.

O depoente calcula que ficou aproximadamente duas horas no local até ser liberado. Antes disso, um dos homens do grupo lhe disse que Fabrício já teria sido assassinado.

Ao sair, Isaque conta que notou que o veículo do policial não se encontrava mais no local. Ele também contou à polícia que não viu Riclecio na cena e que, depois disso, não teve mais notícias de Fabrício.

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