PL refilia servidora suspeita de cobrar “cashback” sobre emendas em SP
Servidora afastada de Rio Claro (SP), Amanda Servidoni havia sido expulsa do PL após vazamento de áudios tratando sobre emendas
atualizado
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O Partido Liberal reintegrou a servidora afastada da prefeitura de Rio Claro, Amanda Servidoni, suspeita de cobrar “cashback” de emendas parlamentares. Nesta terça-feira (24/2), ela comunicou que voltou ao PL, agradeceu aos presidentes da legenda e disse que irá apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
“É com grande alegria que venho comunicar para vocês a minha filiação ao partido PL, pelas mãos do nosso presidente nacional Valdemar Costa Neto e o nosso presidente estadual Tadeu Candelária”, disse Amanda.
O comunicado foi publicado em vídeo nas redes sociais do Mulheres Pela Fé, trabalho social sediado no mesmo prédio do escritório político de Valéria Bolsonaro em Rio Claro, no interior paulista.
Casada com um primo de segundo grau do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Valéria é deputada estadual licenciada e secretária estadual de Políticas para as Mulheres de São Paulo.
Amanda se apresentava na região de Rio Claro como uma assessora de Valéria, embora não tenha sido lotada nem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nem na Secretaria comandada pela prima de Bolsonaro.
Em outubro de 2025, o Metrópoles teve acesso a áudios de WhatsApp em que Amanda fala sobre receber um terço da construção de uma “pista” e conversa sobre emendas com o representante de uma prefeita da região. Ela reconhece que enviou os áudios, mas nega que tenha pedido propina.
Segundo o advogado da Amanda, as falas foram descontextualizadas. E a expulsão dela não estava amparada no Estatuto do Partido porque não havia “sentença penal condenatória transitada e julgada ou um fato muito grave”.
“Na verdade ela faz propaganda, tem uma empresa que faz propaganda eleitoral, e com essa pessoa que ela estava conversando ela tem diversos negócios, inclusive com notas fiscais emitidas”, disse o advogado Marcelo Diniz.
O advogado diz que enviou a documentação sobre o caso ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) – à época da reportagem, Valéria Bolsonaro disse que encaminharia o material ao MPSP.
Diniz também afirma que notificou a diretoria estadual em dezembro e esta teria enviado o caso ao diretório municipal. A presidente do diretório, Edymeia Bueno Garcia, diz que “não recebeu cópia da notificação ou qualquer outro documento sobre o caso no e-mail do partido ou pessoal”.
