Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

PF investiga integrantes do MBL que chamaram Lula de "ladrão" em SP

Inquérito foi aberto contra seis membros do MBL, incluindo uma coordenadora nacional do grupo que foi intimada a prestar depoimento

03/09/2024 21:14, atualizado 04/09/2024 16:20
Ricardo Stuckert / Presidência da República
Homem branco de cabelos branco, blazer preto e calça jeans gesticula em sala de aula; ao fundo está o quadro, ao lado há outras pessoas e pé e, na frente dele, estudantes sentados em carteiras - Metrópoles

São Paulo — Seis integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) estão sendo investigados em um inquérito da Polícia Federal (PF) por chamarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em julho deste ano.

O inquérito foi aberto no dia 20 de agosto a partir do pedido do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, depois que o grupo se manifestou durante o ato de inauguração de um prédio da universidade que contou com a participação de Lula.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O grupo gritou “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” para o presidente da República, o que, na visão de Lewandowski, pode configurar crime contra a honra de Lula.

Uma das coordenadoras nacionais do MBL, Amanda Vettorazzo, que também é candidata a vereadora na cidade de São Paulo, foi intimada a prestar depoimento no dia 12 de setembro. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Também são investigados Arthur Scarance, Benjamin Pontes, Larisse Teixeira, Luis Fernando de Miranda e Leonardo de Carvalho Dias.

Procurada pelo Metrópoles, Amanda Vettorazzo disse que recebeu com surpresa essa intimação e considerou a decisão uma “perseguição política”. A coordenadora nacional do MBL também acusou apoiadores do presidente Lula de agressão.

“Fomos agredidos por usar a livre expressão. Queria saber se os agressores também estão sendo investigados. Estou perdendo dias da minha campanha para resolver isso. Mas eles não vão conseguir me calar”, afirmou Amanda.