PF abre inquérito para investigar coaches do curso da conquista

Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar curso da conquista e festa com mulheres promovidos por dois coaches estrangeiros em SP

atualizado

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Coaches curso conquisa
1 de 1 Coaches curso conquisa - Foto: Reprodução/Millionaire Social Circle

São Paulo – A Polícia Federal (PF) abriu nesta quarta-feira (22/3) inquérito para investigar o grupo de coaches estrangeiros responsável por um curso de conquista oferecido em São Paulo em fevereiro deste ano.

Além disso, o Millionaire Social Circle (MSC) é suspeito de ter oferecido uma festa em uma mansão no Morumbi, na zona sul da capital, em que mulheres relataram terem se sentido usadas como “cobaias” do curso.

Segundo juristas ouvidas pelo Metrópoles, o caso pode configurar crime de violação sexual mediante fraude, tráfico de pessoas e favorecimento da prostituição.

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Coaches do curso da conquisa
Por que a festa organizada por coaches de namoro em SP pode ser crime?
"Cúmulo do machismo", diz mulher que foi à festa de coaches em SP
Coaches americanos vendem viagem a SP em curso para "pegar" mulheres
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Coaches alegaram que festa em mansão seria churrasco entre amigos
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Coaches do curso da conquisa
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Coaches americanos vendem viagem a SP em curso para "pegar" mulheres
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A Polícia Civil de São Paulo já investiga o caso desde a semana passada. Os dois coaches investigados são o chinês Ke Ziqiang, conhecido como Mike Pickupalpha, e o americano Steve Mapel, que se apresenta pelo pseudômino de David Bond.

O inquérito da PF foi aberto após um pedido da Embratur. Na segunda-feira (20/3), o pedido foi formalizado em reunião entre o presidente da agência, Marcelo Freixo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

“O Brasil tem um histórico de turismo para fins de exploração sexual que precisa ser enfrentado. Esse é um turismo que a gente não quer. A parceria entre Embratur e PF é um recado emblemático e forte; tem que ser um caso pedagógico. A gente quer muito o turista no Brasil, pelo sol e pela praia, pela gastronomia, pela cultura, mas turismo para cometer crime a gente não quer. Não pode ter dúvida em relação a isso”, afirmou Freixo após o encontro.

O objetivo é que haja um acordo de cooperação técnica, com ações para prevenir e combater crimes de exploração sexual praticados por turistas internacionais no Brasil.

“Haverá atuação coordenada das nossas diretorias para investigação ampla, incluindo as redes sociais. Utilizaremos os mecanismos já existentes e a própria estrutura da PF no exterior, presente em 20 países, que nos permitirá essa capilaridade”, disse o diretor-geral da Polícia Federal.

A tendência é que as informações colhidas pela PF sejam compartilhadas com a Polícia Civil paulista.

O que dizem os acusados

Os organizadores do curso de conquista alegam que as pessoas que estavam na festa na mansão do Morumbi eram adultas e “que escolheram estar lá por livre e espontânea vontade”.

David Bond e Mike Pickupalpha também gravaram uma live pelo Instagram na qual dizem que sofreram cancelamento no Brasil e que estão sendo acusados falsamente de turismo sexual. Ele ainda chamou as mulheres que denunciaram o caso de “feministas” e “estúpidas”.

Procurado pelo Metrópoles pelas redes sociais, o MSC enviou uma mensagem dizendo que o “programa” envolve “palestras”, “sessões de fotos” e “eventos sociais” e que “tudo foi 100% consensual”.

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