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Pesquisa da USP desenvolve novo remédio para tratar artrite em cães

Medicamento anti-inflamatório é utilizado para tratar osteoartrite em cães idosos. Patente já foi solicitada pela USP

atualizado

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Cecília Bastos/USP Imagens
remédio usp cães artrite
1 de 1 remédio usp cães artrite - Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um novo medicamento anti-inflamatório para tratamento de osteoartrite em cães idosos, uma doença que afeta a mobilidade e qualidade de vida dos pets. Após testes com cachorros da raça beagle indicarem resultados positivos, a instituição já solicitou o pedido de patente ao Instituto da Propriedade Industrial (INPI).

O remédio utiliza nanocristais de firocoxibe, um princípio ativo já usado em outras medicações animais. A nova formulação oral líquida dobrou a concentração do princípio no sangue dos cães em comparação com os medicamentos convencionais. Outra vantagem é a forma de apresentação: por ser líquido, é mais fácil de ser administrado aos pets, com maior solubilidade em água.

A pesquisa, de autoria de Luiza de Oliveira Macedo com orientação da professora Nádia Araci Bou-Chacra, promete aumentar a eficácia do remédio, sendo possível usar uma dose menor para obter o mesmo efeito. O estudo surgiu, segundo a autora, por uma demanda do mercado por medicamentos com firocoxibe na versão líquida, que até então só está disponível na forma de comprimidos mastigáveis.

A avaliação da nova medicação foi testada primeiro em larvas de Galleria mellonela, uma espécie de mariposa muito utilizada como modelo biológico em pesquisas de fármacos. Nessa etapa, mesmo com doses maiores do que normalmente são ministradas, não houve qualquer efeito adverso.

Após essa etapa, a avaliação foi testada nos cães, a espécie-alvo do medicamento. Um grupo recebeu uma dose única da nova formulação e o outro recebeu o medicamento convencional. Em apenas 30 minutos, a nova versão alcançou valores superiores do princípio ativo no sangue dos animais.

Apesar da patente já ter sido apresentada pela USP, o medicamento ainda passará por novos testes até que possa ser efetivamente comercializado. Ainda assim, a pesquisadora afirmou que uma indústria veterinária já demonstrou interesse na continuidade do desenvolvimento da nova medicação.

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