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São Paulo

Perita denuncia importunação sexual dentro da Polícia Científica de SP

Perita criminal diz ter sido vítima de abuso por parte de um colega. Caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, informou o órgão

21/08/2026 18:00, atualizado 21/08/2026 18:36
Reprodução/ Street View
Imagem colorida de fachada da Polícia Científica de SP, responsável pelo Instituto de Criminalística, onde teria ocorrido importunação denunciada por perita. Metrópoles

Uma perita criminal do Instituto de Criminalística de São Paulo procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e denunciou ter sido vítima de importunação sexual por parte de um colega de trabalho dentro da instituição. Segundo o relato, os dois nunca tiveram um relacionamento amoroso e mantinham apenas uma relação de cordialidade profissional.

O caso aconteceu em 8 de julho, enquanto a mulher estava sentada na cozinha do instituto, mexendo no celular. De acordo com o registro policial, o colega se aproximou e encostou o corpo contra o dela, da cintura para baixo. Surpresa com a atitude, ela o afastou imediatamente.

Ainda segundo o depoimento, o homem tentou novamente se aproximar, desta vez para abraçá-la à força. A mulher voltou a empurrá-lo e gritou: “Sai, não me beija”. De acordo com o relato, ele respondeu: “É apenas um beijo, um cumprimento”, e deixou o local logo depois.

A cozinha onde o episódio ocorreu não possui câmeras de segurança. O registro, no entanto, aponta que há equipamentos de monitoramento nos corredores da instituição.

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Após o episódio, a mulher relatou ter ficado extremamente abalada e precisou ser amparada por um colega. A polícia também foi informada sobre uma testemunha indireta, que teria conhecimento do estado da vítima logo após o ocorrido.

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O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM Oeste). Em nota enviada ao Metrópoles, o Instituto de Criminalística afirmou que a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil e que os fatos estão sendo apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio e de inquérito policial. A instituição também disse ter disponibilizado atendimento psicológico à vítima.

Leia a nota completa do Instituto de Criminalística na íntegra:

“O Instituto de Criminalística não compactua com desvios de conduta. A instituição conta com uma Comissão de Combate ao Assédio Sexual e Moral e adota todas as medidas necessárias diante de denúncias dessa natureza.

Todos os procedimentos internos cabíveis foram realizados. A vítima de importunação sexual foi conduzida à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil para apuração. Também foi disponibilizado atendimento psicológico à vítima por meio do eixo de valorização do servidor, que conta atualmente com três psicólogos para esse tipo de atendimento.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informa que os fatos estão sendo apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio e de inquérito policial. O Controle Interno reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade, a integridade e a correta e necessária elucidação dos fatos, permanecendo à disposição para prestar as informações necessárias”.