Perita denuncia importunação sexual dentro da Polícia Científica de SP
Perita criminal diz ter sido vítima de abuso por parte de um colega. Caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, informou o órgão

Uma perita criminal do Instituto de Criminalística de São Paulo procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e denunciou ter sido vítima de importunação sexual por parte de um colega de trabalho dentro da instituição. Segundo o relato, os dois nunca tiveram um relacionamento amoroso e mantinham apenas uma relação de cordialidade profissional.
O caso aconteceu em 8 de julho, enquanto a mulher estava sentada na cozinha do instituto, mexendo no celular. De acordo com o registro policial, o colega se aproximou e encostou o corpo contra o dela, da cintura para baixo. Surpresa com a atitude, ela o afastou imediatamente.
Ainda segundo o depoimento, o homem tentou novamente se aproximar, desta vez para abraçá-la à força. A mulher voltou a empurrá-lo e gritou: “Sai, não me beija”. De acordo com o relato, ele respondeu: “É apenas um beijo, um cumprimento”, e deixou o local logo depois.
A cozinha onde o episódio ocorreu não possui câmeras de segurança. O registro, no entanto, aponta que há equipamentos de monitoramento nos corredores da instituição.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPApós o episódio, a mulher relatou ter ficado extremamente abalada e precisou ser amparada por um colega. A polícia também foi informada sobre uma testemunha indireta, que teria conhecimento do estado da vítima logo após o ocorrido.

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Ver todasO caso foi registrado na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM Oeste). Em nota enviada ao Metrópoles, o Instituto de Criminalística afirmou que a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil e que os fatos estão sendo apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio e de inquérito policial. A instituição também disse ter disponibilizado atendimento psicológico à vítima.
Leia a nota completa do Instituto de Criminalística na íntegra:
“O Instituto de Criminalística não compactua com desvios de conduta. A instituição conta com uma Comissão de Combate ao Assédio Sexual e Moral e adota todas as medidas necessárias diante de denúncias dessa natureza.
Todos os procedimentos internos cabíveis foram realizados. A vítima de importunação sexual foi conduzida à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil para apuração. Também foi disponibilizado atendimento psicológico à vítima por meio do eixo de valorização do servidor, que conta atualmente com três psicólogos para esse tipo de atendimento.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informa que os fatos estão sendo apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio e de inquérito policial. O Controle Interno reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade, a integridade e a correta e necessária elucidação dos fatos, permanecendo à disposição para prestar as informações necessárias”.



