Perícia particular diz que PC Siqueira foi assassinado com fio de fone
Perícia particular apontou que o influenciador PC Siqueira foi assassinado por estrangulamento, contestando o inquérito da Polícia Civil
atualizado
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Uma perícia particular apontou que o influenciador PC Siqueira, morto em dezembro de 2023, foi assassinado por estrangulamento, ao invés de ter cometido suicídio, como concluiu o inquérito feito pela Polícia Civil.
A nova análise do caso foi feita pelo perito Francisco João Aparício La Regina, professor na Academia de Polícia Civil (Acadepol), a pedido dos advogados da família do influenciador. Segundo a perícia particular, o possível objeto usado no suposto crime seria o fio de um fone de ouvido encontrado no apartamento onde PC morava, na zona sul de São Paulo.
O objeto foi entregue ao 11º Distrito Policial (Santo Amaro), responsável pelas investigações. A perícia particular indica que o padrão e a largura das lesões no pescoço do influenciador seriam incompatíveis com a cinta de catraca, apontada no laudo oficial. O documento não informa quem cometeu o suposto crime.
Reabertura do caso
Em janeiro deste ano, o perito particular acompanhou uma reconstituição realizada no apartamento onde o influenciador morreu, no bairro Chácara Santo Antônio. O procedimento também contou com a presença do síndico do prédio e da vizinha que esteve no apartamento momentos após a morte.
O caso foi reaberto após a Justiça de São Paulo acatar um pedido do Ministério Público (MPSP), que viu falhas e divergências técnicas na investigação encerrada com a conclusão de suicídio.
O parecer do MPSP apontou falhas e divergências técnicas na investigação encerrada com a conclusão de suicídio. No despacho, o juiz determinou que o caso volte para a delegacia de origem e destacou que a condução das investigações cabe à Polícia Civil. O magistrado também afirmou que a Justiça não pode interferir diretamente nas diligências, para preservar a imparcialidade do processo.
A defesa da família de PC Siqueira disse que não vai se manifestar sobre o assunto porque o processo corre sob sigilo.




















