Celular de mãe suspeita de envenenar filha de 3 anos com chumbinho é periciado

Chumbinho aparece no centro das investigações após a polícia ter acesso a áudios em que a mãe já falava sobre o plano de matar a criança

atualizado

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chumbinho
1 de 1 chumbinho - Foto: Reprodução

O celular da mulher de 25 anos presa por tentar envenenar a própria filha, de 3 anos, em Pirassununga, no interior de São Paulo, foi apreendido e encaminhado para perícia pela Polícia Civil. O aparelho deve ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso, ocorrido na última quinta-feira (19/2), quando mãe e filha ingeriram uma substância tóxica e foram socorridas em estado grave à Santa Casa da cidade, onde ficaram internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o boletim de ocorrência, familiares apresentaram aos policiais áudios em que a mulher demonstrava a intenção de cometer o crime. Com base nas informações, o delegado de plantão autorizou a prisão em flagrante por tentativa de homicídio. A suspeita, que não teve a identidade divulgada, permaneceu sob escolta policial durante a internação.

Após receber alta médica, a mulher passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva sendo encaminhada ao sistema prisional. O estado de saúde da criança não foi informado.


Material suspeito é encontrado em carro

  • A Polícia Militar foi acionada após denúncia de que a mulher ameaçava tirar a própria vida e a da filha, de 3 anos.
  • Equipes realizaram diligências em endereços ligados à família, na creche da criança e em unidades de saúde da região.
  • As duas foram localizadas por uma amiga no bairro Cidade Jardim, em Pirassununga, apresentando sintomas de intoxicação, como vômitos.
  • Mãe e filha foram socorridas e encaminhadas ao pronto-socorro, onde permaneceram internadas em estado grave na UTI.
  • O carro utilizado pela mulher foi localizado nas proximidades da unidade de saúde.
  • No interior do veículo, policiais encontraram um copo com resquícios de sorvete contendo pequenas esferas escuras. O material apresenta características semelhantes ao veneno conhecido como “chumbinho”.
  • Também foi apreendido um recipiente com o restante da substância, encaminhado para análise pericial.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial de Pirassununga e segue em investigação.

“Chumbinho” é veneno ilegal

O chamado “chumbinho” é um produto clandestino, geralmente vendido de forma ilegal como raticida. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a substância não possui registro no país e é proibida para qualquer tipo de uso ou comercialização.

De acordo com o órgão, o material costuma ser composto por agrotóxicos altamente tóxicos, desviados do uso agrícola e fracionados para venda no comércio informal. Por não ter controle sanitário, rótulo ou orientação médica, o produto representa alto risco de intoxicação grave e pode causar sintomas como náuseas, vômitos, sudorese, tremores e dificuldades respiratórias. A compra e a venda do “chumbinho” são consideradas crime no Brasil.

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