Patos azuis: empresas envolvidas em crime ambiental pagarão R$ 370 mil

Duas empresas envolvidas em derramamento de corante que deixou patos e outros animais azuis pagarão multa de R$ 370mil, diz Cetesb

atualizado

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A Cetesb voltou ao local do acidente nesta quarta-feira (14/5) para monitorar o córrego. O impacto do corante também deixou a água azul - Metrópoles
1 de 1 A Cetesb voltou ao local do acidente nesta quarta-feira (14/5) para monitorar o córrego. O impacto do corante também deixou a água azul - Metrópoles - Foto: Reprodução/ GRAD

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou, nesta quarta-feira (4/6), as duas empresas envolvidas no acidente que causou derramamento de 2 mil litros de corante azul no Córrego das Tulipas e áreas do Parque das Tulipas, em Jundiaí, no interior de São Paulo, no dia 13 de maio. Na ocasião, peixes morreram e outros animais ficaram azuis.

Em nota, a companhia afirmou que multou a fabricante do corante e a transportadora responsável pelo produto em R$ 370,2 mil cada uma.

O vazamento aconteceu depois de uma carreta bater em um poste. O corante escorreu, atingiu um córrego e, segundo a Cetesb, afetou a fauna local. Ainda de acordo com a companhia o produto também chegou ao Rio Jundiaí e gerou alerta em municípios vizinhos.

Diluição da água

No dia seguinte ao acidente, a Cetesb iniciou o processo de diluição do corante que foi derramado no Córrego das Tulipas após o acidente. Técnicos da agência ambiental do município também realizaram coletas em toda a abrangência do lago. Por volta das 14h, os resultados obtidos apresentavam PH e OD (oxigênio dissolvido) dentro dos parâmetros normais.

Os patos e gansos que estavam no córrego no momento do acidente apresentaram coloração azulada. A veterinária Vânia Plaza Nunes, que também é vice-presidente do Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), contou ao Metrópoles que ao menos 8 ou 9 patos e gansos e 11 capivaras, sendo a maioria filhotes, foram impactados pelo acidente. Mais de uma centena de peixes, de espécies diferentes, morreram.

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Segundo o GRAD, o corante continha Tecron, uma substância altamente tóxica e persistente. Vânia explicou que o conteúdo vinha de uma indústria que faz tinta para pintar caixas de ovos.


Investigação do MPSP

  • A Promotoria de Justiça de Jundiaí afirmou que instaurou um inquérito civil, determinando a abertura de um inquérito policial e solicitando informações ao município e à Cetesb sobre o acidente.
  • O inquérito irá apurar a dinâmica do acidente, os responsáveis pelo derramamento do corante, a contaminação da água, os prejuízos para a fauna e a extensão do dano, além das medidas a serem adotadas para reparação
  • Segundo a nota, recentemente, outros acidentes semelhantes ocorreram no local.
  • A Associação Mata Ciliar, que resgatou quatro dos animais que apresentaram coloração azulada após o acidente, informou ao Metrópoles que eles receberam carvão ativado para minimizar os efeitos de uma possível intoxicação e estão passando por diversos banhos diários, com água morna e detergente neutro, para remoção do corante das penas.

 

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