Sâmia: ex-patrocinadores da Parada LGBT+ cederam a “fundamentalistas”. Veja vídeo
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) disse que comunidade LGBT+ deve pressionar ex-patrocinadores que “lucraram por anos” com a Parada
atualizado
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A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) criticou neste domingo (7/6) empresas que já apoiaram a Parada LGBT+, mas deixaram de patrocinar por pressão de “fundamentalistas e conservadores”. Ela discursou em um trio elétrico na Avenida Paulista.
A parlamentar disse que o público deve mostrar aos patrocinadores que “LGBT também compra, também paga imposto, também circula pela cidade e merece respeito” e que a comunidade deve cobrar essas empresas.
“Aos ex-patrocinadores da Parada, que por anos lucraram com o discurso de suposto respeito, de suposta diversidade, mas que na primeira pressão e lobby dos fundamentalistas e conservadores, abandonaram a comunidade […] Se eles querem lucrar com os corpos diversos, vão ter que respeitar e garantir direitos aos corpos diversos”, afirmou.
O tema deste ano foi “Parada SP 30 anos: A rua convoca, a urna confirma”, incentivando a luta, coragem e ocupação nas ruas. O evento aconteceu sem a presença das principais autoridades de São Paulo, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o governo federal foi representado pela ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello.
Erika Hilton ovacionada
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) também discursou e arrancou aplausos da multidão na Parada LGBT+. A parlamentar, que apresentou projeto que põe fim à jornada 6×1, comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.
A PEC agora tramita no Senado e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), foi alvo de cobrança da parlamentar.
“A maior vitória da classe trabalhadora brasileiraveio das mãos dessa comunidade, veio das mãos de uma travesti preta, de uma bicha preta”, disse Erika Hilton. “Vamos usar a força da nossa comunidade para pressionar o Senado da República para destravar a PEC do fim da escala 6×1. Senador Davi Alcolumbre, o Brasil quer mais tempo, o Brasil quer descanso, o Brasil quer dignidade”, completou.
A deputada ainda aproveitou o discurso para pedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticar, sem mencionar nominalmente, o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro. Em alusão ao áudio em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, Hilton o chamou de “Bolsomaster”, apelido que tem sido usado pela base de Lula para se referir ao escândalo.
“Vamos enterrar o Bolsomaster. Vamos jogar essa gente no lixo da história”, afirmou a parlamentar depois de falar sobre a reeleição de Lula.
Queda de patrocínios
A Parada ocorreu em meio à queda de 60% dos patrocínios para o evento deste ano. Um vídeo da cantora Pabllo Vittar falando sobre o assunto viralizou no fim do mês passado. “A parada LGTQIAPN+, vulgo a maior parada LGBT do mundo, perdeu 60% dos patrocínios este ano. E tudo por conta dessa onda de conservadorismo que a gente vem vivendo”, diz Pabllo no vídeo.
Segundo Matheus Emílio, diretor da Parada LGBT+, a organização têm tido dificuldades em conseguir patrocinadores pelo reflexo das mudanças culturais que impactam pautas relacionadas à diversidade.
“O movimento chamado anti-woke que tem vindo dos Estados Unidos tem impactado nas empresas multinacionais que atuam aqui no Brasil. Elas não destinam verbas específicas para ações de diversidade. A gente tem acompanhado com bastante preocupação esse movimento”, destaca o diretor da Parada LGBT+. “Não somos e não podemos aceitar ser tratados como cidadãos de segunda classe. Por isso, a importância de um voto consciente e do nosso tema.”














