Dois dias após ciclone, operações são normalizadas em aeroporto de SP
Segundo a Aena, 10 voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas até 11h40, mostrando processo de normalização após ciclone
atualizado
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Após mais de 300 voos cancelados, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, normalizou suas operações na manhã desta sexta-feira (12/12) e registrou apenas 10 cancelamentos até 11h20. A regularização acontece dois dias depois da passagem do ciclone que provocou ventania e um apagão que chegou a afetar 2 milhões de imóveis na capital e região metropolitana.
Em Congonhas, houve 67 chegadas e 54 partidas suspensas nesta quinta-feira (10/11) em meio ao reflexo das rajadas de vento de acima de 90 km/h que atingiram a cidade no dia anterior. Na quarta-feira (10/12), foram 181 voos cancelados.
A Aena, concessionária que administra o aeroporto, disse em nota que a infraestrutura operacional e os serviços para atendimento aos passageiros estão funcionando normalmente.
O Metrópoles procurou a assessoria do Aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, para saber da situação no local na manhã de hoje, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. Até ontem à noite, foram 72 voos cancelados no maior aeroporto da América Latina.
Voos cancelados
Nesta sexta-feira, voos para destinos como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e Foz do Iguaçu, no Paraná, foram alvo dos cancelamentos em Congonhas.
“Hoje de manhã eu recebi um e-mail [informando] que tinham cancelado meu voo já com o check-in feito”, contou o diretor comercial Hugo Casteli, de 40 anos, que viajaria para um evento em Foz do Iguaçu. “Me deram um voo que faz quatro escalas dentro do Brasil e eu chego no domingo. Meu compromisso é hoje às 14h”, disse.
A advogada Carolina Ribeiro Galo, 42, ainda não tinha recebido a confirmação oficial do cancelamento da sua viagem, mas foi avisada pela companhia aérea que havia chances de que o voo para Salvador fosse suspenso.
Ao Metrópoles, Carolina contou que recebeu uma mensagem da Gol sugerindo que ela remarcasse o voo porque a companhia não teria como garantir a decolagem.
“Só que amanhã é o aniversário das minhas duas filhas. Eu já tenho uma festa marcada, todas as pessoas confirmaram, e eu, que sou a mãe, não tô confirmada. Embora meu voo esteja marcado para 16h, eu tô aqui desde as 7h30 para tentar entrar em qualquer voo e chegar em Salvador.”
Marcelo Assi, de 56 anos, também entrou na lista de quem tentava uma solução para não perder o compromisso, após seu voo para o Rio de Janeiro ser cancelado.
“Remarcaram para o dia 14 só que eu tenho um casamento hoje. Eles têm que me realocar em outra companhia ou outro voo.”
A caminho de Belo Horizonte, onde mora, Larissa Rios, 29, conseguiu um encaixe em um voo nesta noite, depois que a viagem desta manhã foi cancelada. Foram horas de tratativas até ter uma solução.
“Eu já tinha planos à noite e agora não conseguirei ir. Tive que remanejar tudo. Isso além do cansaço, né? Ontem eu fiquei até 1h da manhã tentando ligar para a Gol e eles só cancelando a ligação.”
Entre quem ainda tentava ajustar suas viagens, novos passageiros chegavam ao saguão de Congonhas atentos para a possibilidade de também serem impactados pelos problemas.
A gerente Simone Mares, 54, colocou os pés no aeroporto três horas antes do voo para evitar transtornos. “A gente tentou chegar o mais cedo possível. Agora estamos aguardando a confirmação do voo para poder despachar a bagagem. A gente está ali de olho no telão pra ver se confirma.”