ONG perde gestão do Theatro Municipal após funcionário criticar Kirk

Batalha cultural pela gestão do Theatro Municipal perdura desde o início da gestão Ricardo Nunes (MDB)

atualizado

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1 de 1 Theatro_Municipal - Foto: Reprodução/Theatro Municipal

Após pressão uma forte pressão política, a Prefeitura de São Paulo pediu o cancelamento do contrato de gestão do Theatro Municipal com a Organização Não Governamental Sustenidos. A medida, que ainda deve ser formalizada pela Procuradoria-Geral do município, acontece em razão da manifestação de um funcionário da ONG sobre o assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk.

O colaborador, que ocupa a função de gestor de casting, usou as redes sociais para criticar o ativista. Compartilhada no perfil do funcionário, a publicação consistiu em um vídeo de um artista americano afirmando que o influenciador de direita norte-americano, “mereceu morrer por ser nazista”.

Depois do post, o vereador Adrilles Jorge (União) fez um pedido de rescisão do contrato, que foi assinado por 25 parlamentares. Na justificativa, Adrilles escreveu que a manifestação política “agride princípios constitucionais da administração pública, em especial os da legalidade, impessoalidade e moralidade”.

Rompimento já era esperado

Nos bastidores, contudo, a saída da Sustenidos do Theatro Municipal já era esperada antes da polêmica envolvendo a postagem.

No início do ano, o Metrópoles mostrou que a pasta municipal da cultura tem sido alvo de uma batalha cultural, em que grupos da direita dizem que ela foi “aparelhada” nos últimos anos pelo que chamam de “cultura woke”. O Theatro já era apontado como um exemplo disso, e a revisão do contrato com a Sustenidos havia sido aventada antes da polêmica.

Agora, há a especulação que o Theatro passará para as mãos do Instituto Baccarelli – organização próxima ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e ao governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já administra ações públicas como as Bebetecas nos CEUs da capital.

Em nota, a Sustenidos afirmou que a proposta de interrupção do contrato de gestão do Theatro Municipal de São Paulo, “a menos de um ano de seu término, não condiz com os expressivos resultados apresentados pela Sustenidos e tampouco se justifica do ponto de vista da economicidade dos recursos públicos”.

“Acompanharemos com serenidade o desenrolar dos fatos, na expectativa que prevaleça o bom senso e sobretudo o
interesse público, sem renunciar às medidas administrativas e judiciais que, eventualmente, se fizerem necessárias”, escreveu a entidade.

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