Obras para endireitar prédios tortos de Santos são discutidas no BNDES
Prefeitura do município no litoral de São Paulo busca financiamento para corrigir o alinhamento de prédios inclinados
atualizado
Compartilhar notícia

Projetos para alinhar os prédios tortos em Santos, no litoral de São Paulo, são debatidos pela prefeitura do município com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na última semana, soluções de engenharia e propostas de financiamento foram discutidas na sede da instituição.
Durante a reunião, foram apresentados estudos de caso do edifício Núncio Malzoni, que possuía inclinações de 2,2 graus em um dos blocos e de 1,8 graus em outro. O prédio passou por um processo de reaprumo para endireitar a estrutura e é acompanhado por pesquisadores.
Para alinhar os edifícios tortos, são utilizados macacos hidráulicos para levantar a construção. Os pilares ou blocos de fundação são apoiados e, com o prédio suspenso, é construída uma nova fundação.
Desde 2024, iniciativas para amenizar o problema são discutidas pela Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (Acopi). “Nós avançamos no sentido de apresentar soluções para a demanda que afeta as famílias de moradores e vizinhos, que vêm capitaneando essa discussão através do trabalho organizado da Acopi. Apresentamos as capacidades de engenharia para a situação, que tem solução, mas requer pontos de financiamento”, explica o secretário de Governo da cidade, Fábio Ferraz.
Atualmente, a Prefeitura de Santos acompanha a situação de 65 prédios com desaprumo, situados principalmente entre os canais 2 e 6, nos bairros do Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. Entre as causas do problema estão o tipo de fundação utilizado nas construções mais antigas, além de características do solo na orla.
