Indicado por Lula ao STF, Messias vai a evento de homenagem a Mendonça
Homenageado na Alesp, ministro do STF fez votos para que Messias possa ser aprovado como novo integrante da Corte
atualizado
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Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, compareceu nesta segunda-feira (6/4) a um evento de homenagem ao ministro da Corte André Mendonça na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Messias foi um dos presentes na solenidade junto com diversas autoridades, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Após envio da indicação ao Senado, o atual AGU aguarda o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), pautar a sabatina e votação em plenário para passar a integrar o STF.
Relator dos casos Master e do INSS, Mendonça recebeu o Colar da Honra ao Mérito Legislativo na Alesp, proposição de um evangélico como ele, o deputado estadual Oseias de Madureira (PL). Em seu discurso, o ministro saldou a presença de Messias e disse que a passagem pela AGU por parte de ambos foi um “divisor de águas” em suas carreiras. O magistrado ocupou o cargo no governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Faço votos que em breve você possa deixar a AGU para estar comigo no Supremo Tribunal Federal”, afirmou Mendonça. A indicação oficial de Messias foi adiada por Lula em meio a uma tensão com Alcolumbre, que preferira o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
A sessão solene teve ainda a presença dos chefes de todos os poderes paulistas: além de Tarcísio, o presidente da Alesp, André do Prado (PL), e o presidente do Tribunal de Justiça de SP (TJSP), desembargador Francisco Eduardo Loureiro.
André Mendonça está nos holofotes por atuar nos dois maiores escândalos do país. Como foi indicado pelo Jair Bolsonaro (PL), tem tido suas ações em ambos os casos capitalizadas pelos bolsonaristas, apesar da presença de todos os matizes ideológicos nos esquemas, incluindo partidários do ex-presidente.
As investigações a cargo de Mendonça são usadas pelos bolsonaristas para atacar os dois maiores alvos do grupo, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Recentes decisões de Mendonça, como a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, serviram de munição para o bolsonarismo.



















