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São Paulo

OAB vai investigar advogado preso por envolvimento com PCC e tráfico

Preso em operação da PF, advogado Leandro Cordasso é acusado de estar ligado ao tráfico internacional de drogas com o uso de veleiros

Bruna Sales09/05/2025 15:09
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Reprodução
Imagem colorida de advogado preso pela PF

São Paulo — A Ordem de Advogados do Brasil (OAB/SP) de São Paulo vai investigar o advogado Leandro Ricardo Cordasso, um dos presos na Operação Narco Vela, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de abril com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas com o uso de veleiros.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, Leandro está diretamente vinculado às travessias ilícitas realizadas por veleiros que
resultaram na apreensão de mais de 5 toneladas de cocaína em águas internacionais — o Vela I e o Lobo IV. Além disso, o advogado foi casado com a sobrinha dos irmãos Felício, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ligados ao alto escalão da organização.

“Acredita-se que Leandro  utilizava sua posição de advogado para conferir credibilidade e desenvolver, de forma discreta, as atividades ilícitas comandadas pelos irmãos Felício”, conclui o relatório.
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Justiça determinou o bloqueio e apreensão de bens até o valor de R$ 1,32 bilhão
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços de Rodrigo Morgado
Arma encontrada em casa de suspeito
Operação Narco Vela cumpre mandados de busca e apreensão
Dinheiro apreendido em operação da PF
Foram apreendidos dois carros de luxo em nome do empresário
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Divulgação/ PF
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Polícia Federal cumpre mandados em SP, RJ, MA, PA e SC
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Embarcação apreendida em Belém (PA)
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Operação investiga envio de drogas para a Europa via marítima
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Operação investiga envio de drogas para a Europa via marítima

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Segundo a PF, Leandro “desempenhou papel fundamental” no início das investigações. Foi o advogado quem cooptou Flávio Fontes para o esquema, que foi o delator crucial para identificar outros indivíduos ligados ao esquema.

Em fevereiro de 2023, a guarda costeira dos Estados Unidos apreendeu 3 toneladas de cocaína no veleiro Lobo IV em águas internacionais. A embarcação teria partido de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, e seguido em direção a Guiné-Bissau, na África, onde Flávio Fontes, seu responsável, foi preso.


Operação

  • Segundo a PF, a investigação começou a partir de informação transmitida pela Drug Enforcement Agency (DEA), a agência norte-americana antidrogas, sobre a apreensão de 3 toneladas de cocaína, em fevereiro de 2023, dentro de um veleiro brasileiro em alto-mar, próximo à África.
  • No mesmo ano, em setembro, a Marinha francesa interceptou em águas internacionais outra embarcação do Brasil com 2,5 toneladas da droga. Posteriormente, apurou-se que o mesmo grupo criminoso agiu nas duas ações.
  • O avanço das investigações possibilitou a descoberta de mais seis eventos do gênero, totalizando cerca de 8 toneladas de cocaína. Com base no preço do quilo da droga comercializado na Europa, a PF estimou em R$ 1,3 bilhão o montante do entorpecente, requerendo o bloqueio e a apreensão de bens dos acusados até esse valor.
  • Ao todo, 23 pessoas foram presas.
  • Mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará, Santa Catarina, e nos países Estados Unidos, Itália e Paraguai.
  • Além das prisões e buscas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio e apreensão de bens até o valor de R$ 1,32 bilhão.

Em nota ao Metrópoles, a OAB informou que “irá adotar as medidas de apuração cabíveis do caso junto ao seu Tribunal de Ética e Disciplina”.

A OAB também disse que desconhecia os fatos e não havia sido acionada “até o momento da veiculação das notícias referentes às acusações e prisão do advogado Leandro Ricardo Cordasso”.

“A OAB SP apura toda e qualquer infração que chegue a seu conhecimento por intermédio de representação ou diante de fato divulgado em canais de comunicação”, alegou.

O Metrópoles busca localizar a defesa de Leandro Ricardo Cordasso. O espaço está aberto para manifestação.

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