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São Paulo

O que se sabe sobre o caso do juiz encontrado carbonizado no próprio carro

Polícia Civil apura circunstâncias da morte e não descarta nenhuma linha de investigação. Juiz foi achado morto na noite de quarta-feira (7)

09/10/2026 10:59
Reprodução
Colagem colorida de juiz encontrado morto carbonizado dentro de carro em chamas no interior de SP - Metrópoles

São Paulo — O juiz Gustavo de Castro Campos, que atuava na Comarca de Mococa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), foi encontrado morto carbonizado dentro de um carro em chamas, na área rural de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, nessa quarta-feira (7/10). A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e apura as causas do incêndio.

Corpo foi achado por trabalhadores rurais

O corpo do magistrado foi achado por volta das 19h15. Um trabalhador rural viu o veículo em chamas, no terreno da Fazenda Aliança, e lançou terra sobre o carro para conter o incêndio.

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Trabalhadores rurais jogaram terra sobre carro para apagar chamas.
Corpo é encontrado em carro incendiado no interior de São Paulo
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Corpo é encontrado em carro incendiado no interior de São Paulo

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Polícia Militar/Reprodução.

Um outro motorista que passava pelo local acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para combater o fogo. Após a ação das equipes, o juiz foi encontrado morto e parcialmente carbonizado.

A carteira de habilitação do magistrado foi o que ajudou a indicar a identidade dele. Mais tarde, uma tatuagem confirmou a suspeita.

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Juiz comprou gasolina antes de morrer

Uma câmera de segurança flagrou o juiz enchendo um galão de cinco litros com gasolina, em um posto de combustível da cidade, antes de ser encontrado morto. Veja:

Nas imagens, é possível ver Gustavo de Castro chegando ao posto às 18h43. Ele aparece de bermuda e chinelo, conversa brevemente com um dos frentistas e entrega o galão. Após esperar exatos três minutos, ele deixa o posto com o galão cheio às 18h46.

O carro dele foi encontrado em chamas cerca de 30 minutos depois. O galão de gasolina foi achado dentro do veículo, próximo aos pedais, durante os trabalhos dos policiais e peritos.

Polícia não descarta nenhuma linha de investigação

Exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) constataram lesões no corpo do juiz, da cabeça até parte do tórax. Ele não possuía lesões na cintura, pernas ou pés.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil investiga o caso e não descarta nenhuma linha de investigação. A ocorrência é tratada inicialmente como morte suspeita.

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O corpo do juiz começou a ser velado na tarde de quinta-feira (8/10), e seguiu até as 6h desta sexta (9/10), no Velório da Paz, em São João da Boa Vista. O sepultamento estava previsto para ocorrer às 10h desta sexta no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, na Praça da Ressureição, no bairro Vila Sônia, em São Paulo.

Quem era o juiz

De acordo com o perfil profissional, Gustavo de Castro Campos é formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e possui duas especializações.

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Ele trabalhou como advogado por 10 anos e, depois, delegado da Polícia Civil no Espírito Santo, em 2014, mesmo ano em que passou a atuar como juiz substituto na Justiça capixaba. Há 12 anos, ele compunha os quadros do TJSP e havia atuado como juiz nas comarcas de Tambaú, Leme e Mococa — onde estava atualmente.

O Metrópoles apurou que o juiz já foi processado por suposta ofensa à honra de um advogado. O Órgão Especial do TJSP concluiu que a acusação não se sustentava e arquivou o caso.

TJSP lamentou a morte do juiz

O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou uma nota de pesar e lamentou a morte do juiz, nessa quinta-feira (8/10). O tribunal se solidarizou com familiares e amigos e lembrou “com gratidão” da trajetória do magistrado.

Ele ingressou no TJSP em 2014 como juiz substituto da 14ª Circunscrição, e atualmente era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa.

“O Tribunal registra, com gratidão, sua dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira”, escreveu a Justiça.