O que se sabe sobre mulher trans morta em apartamento na Rua Augusta
Renata Almeida Dutra, de 43 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento com sinais de inchaço no rosto na última terça-feira (31/3)
atualizado
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Ainda sem respostas, a morte de Renata Almeida Dutra, mulher trans de 43 anos, segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. Renata, foi encontrada sem vida em um apartamento na Rua Augusta, região central da capital, na tarde da última terça-feira (31/3).
De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar (PM) foram acionadas após um chamado de averiguação. No local, encontraram familiares da vítima e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que já haviam constatado o óbito.
Renata foi localizada caída ao lado da cama, deitada de costas, com o rosto voltado para cima. Segundo os relatos, ela apresentava inchaço no rosto e uma marca roxa no antebraço direito. Ainda conforme o registro, não havia sinais de desordem no apartamento. O local foi preservado para a realização da perícia.
A família informou aos policiais que Renata havia passado por um procedimento estético poucos dias antes, o que poderia explicar o edema facial. Apesar disso, as circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem apontar a causa da morte.
Entenda o caso
- Renata Almeida Dutra, mulher trans de 43 anos, foi encontrada morta em um apartamento na Rua Augusta, no centro de São Paulo, na tarde de terça-feira (31/3).
- Equipes da Polícia Militar foram acionadas e encontraram a vítima já sem vida, com óbito constatado pelo Samu no local.
- Renata estava caída ao lado da cama, deitada de costas (decúbito dorsal), com inchaço no rosto e uma marca roxa no antebraço direito. Não havia sinais de desordem no apartamento, segundo o boletim de ocorrência.
- A família informou que ela havia passado por um procedimento estético dias antes, o que pode explicar o inchaço facial.
- O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar a causa da morte.
- A mãe da vítima afirma que o namorado pode ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Segundo a família, ele deixou o local com objetos da vítima, como um boné e sacolas.
- O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da morte.
Relato da mãe levanta suspeita sobre namorado
A mãe de Renata afirma que o namorado da vítima pode ter sido a última pessoa a visitá-la no apartamento. Segundo ela, o homem deixou o local levando pertences que não estavam com ele quando chegou.
Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram o momento em que ele entra no edifício e segue até o 3º andar, onde Renata morava. Cerca de sete horas depois, ele aparece saindo com objetos diferentes, como um boné e duas sacolas. Veja:
Abalada, a mãe relata que os itens pertenciam à filha. “Ele levou boné, pegou duas sacolas da Re. Pegou coisa dela. Meu Deus, que lixo. Ele fez a rapa e ainda deixou a minha filha morta”, disse, com voz embargada.
O caso foi registrado como morte suspeita no 4º Distrito Policial (Consolação), responsável pela investigação.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre suspeita de homicídio e autoria. A pasta se limitou a responder que “diligências estão em andamento visando o total esclarecimento dos fatos”.










