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São Paulo

O que se sabe sobre cemitério clandestino onde funkeiro foi enterrado

Funcionários de produtora de funk foram encontrados em cemitério clandestino em SP. Autoridades suspeitam de "tribunal do crime"

Rodrigo Tammaro, Marcus Pontes, Matheus Andriani30/05/2026 02:00, atualizado 29/05/2026 18:23
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Reprodução
Imagem colorida mostra funcionário de produtora de funk morto em cemitério

A Polícia Civil investiga a morte de dois funcionários de uma produtora de rap e funk na zona sul de São Paulo. Os homens foram localizados em um cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis na última segunda-feira (25/5) junto com outros dois corpos.

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Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local
Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local
Francisco Rubens Souza Cruz
Jonas Barros de Oliveira, o Gigante, teve o corpo identificado pela família nesta quarta-feira (27/5). Além de MC, ele era produtor musical
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O cemitério clandestino em São Paulo teve quatro mortes contabilizadas
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O cemitério clandestino em São Paulo teve quatro mortes contabilizadas

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Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local
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Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local

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Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local

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Francisco Rubens Souza Cruz
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Francisco Rubens Souza Cruz

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Jonas Barros de Oliveira, o Gigante, teve o corpo identificado pela família nesta quarta-feira (27/5). Além de MC, ele era produtor musical
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Jonas Barros de Oliveira, o Gigante, teve o corpo identificado pela família nesta quarta-feira (27/5). Além de MC, ele era produtor musical

Cedido ao Metrópoles/DHPP
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Reprodução / Redes sociais
MC Kevin
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MC Kevin

Deolane Bezerra é ex de MC Kevin, falecido em 2021
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Deolane Bezerra é ex de MC Kevin, falecido em 2021

Instagram/Reprodução

Até o momento, duas vítimas foram identificadas. A morte do cantor Jonas Barros de Oliveira, 25, foi confirmada pelas autoridades na terça-feira (28/5). Ele também era conhecido como Gigante e MC GG. Segundo a apuração do Metrópoles, Jonas trabalhava como cantor de funk há aproximadamente três anos e, recentemente, havia gravado dois videoclipes na produtora Damassaclan, apesar de não ser contratado pela empresa.

Dois dias depois, na quinta-feira (28/5), a polícia identificou Francisco Rubens Souza Cruz, 46, entre os mortos. De acordo com o boletim de ocorrência, ele trabalhava como motorista dos artistas da Damassaclan.

As outras duas identidades ainda não foram confirmadas. A principal suspeita é de que um dos corpos seja de Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora. Familiares não identificaram Werlen entre as vítimas, mas relataram que roupas encontradas no local pertencem ao gerente. O outro corpo estava enterrado há mais tempo no local e pode não ter relação com o caso.

Suspeita de “tribunal do crime”

Os mandantes e as motivações dos crimes também não foram esclarecidos até o momento. Ao Metrópoles, testemunhas disseram que Jonas já havia recebido ameaças de morte por recusar uma proposta de outra produtora, que estaria envolvida com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A negativa supostamente motivou uma execução pelo “tribunal do crime”.


Menção ao MC Kevin

  • Em um post nas redes sociais, a produtora de funk Damassaclan reacendeu uma teoria da conspiração envolvendo a morte de MC Kevin, ocorrida em 2021.
  • Na publicação, que foi apagada dois dias depois da identificação do cemitério e repostada em seguida, a produtora relacionava o desaparecimento do funcionário Werlen Moitinho Vieira à morte do MC.
  • “Nosso funcionário Werlen foi assassinado neste final de semana cruelmente enforcado e com um tiro na cabeça! Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente!”, dizia a postagem.
  • MC Kevin morreu em maio de 2021, aos 23 anos, após cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Testemunhas relataram que o cantor de funk estava acompanhado da namorada, Deolane Bezerra, presa no dia 21 de maio por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
  • A investigação da Polícia Civil concluiu que a morte de MC Kevin foi acidental e não envolveu a participação de terceiros.

Jonas, Francisco e Werlen passaram cerca de três dias desaparecidos antes de o cemitério clandestino ser descoberto. Testemunhas relataram à polícia que Werlen foi visto pela última vez o dia 21 de maio. No dia seguinte, Francisco foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem dentro de um carro preto e desapareceu em seguida. Jonas sumiu no dia 22.

O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações prosseguem para identificar os outros corpos e esclarecer as circunstâncias das mortes.

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