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São Paulo

O que a polícia já sabe sobre execução de ex-delegado no litoral de SP

Menos de 24 horas após a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, a cúpula da segurança pública afirma ter identificado dois suspeitos

16/09/2025 15:21, atualizado 16/09/2025 15:26
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Divulgação/Polícia Civil
O delegado Ruy Ferraz Fontes - Metrópoles

Em um atentado com perseguição, capotamento e tiros de fuzil, o ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes foi executado na noite dessa segunda-feira (16/9), no bairro Jardim Mirim, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Quase 24 horas depois, a polícia usa imagens de câmeras de segurança para estabelecer a dinâmica do crime e afirma já ter dois suspeitos identificados.

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Vídeo mostra dinâmica de atentado que matou o ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes
Delegado Ruy Ferraz Fontes
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado por criminosos em Praia Grande, litoral de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes foi executado
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Ruy Ferraz Fontes foi executado

Polícia Civil de SP/Divulgação
Vídeo mostra dinâmica de atentado que matou o ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes
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Vídeo mostra dinâmica de atentado que matou o ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes

Reprodução/ vídeo cedido ao Metrópoles
Delegado Ruy Ferraz Fontes
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Delegado Ruy Ferraz Fontes

Divulgação/Alesp
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado por criminosos em Praia Grande, litoral de São Paulo
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O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado por criminosos em Praia Grande, litoral de São Paulo

Reprodução/Redes Sociais
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Alesp
Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo

Prefeitura de Praia Grande/Divulgação
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Reprodução/Prefeitura de Praia Grande
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia Civil

Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o momento em que os criminosos deram início à emboscada que resultou na morte do ex-delegado. Eles estacionaram um carro em uma rua próxima da Prefeitura de Praia Grande , onde a vítima trabalhava como titular da Secretaria de Administração, às 18h02.

Veja o vídeo:

Após 14 minutos, o veículo de Ruy Fontes aparece na gravação, passa ao lado dos criminosos e é alvo de tiros. Ruy tenta fugir, mas é perseguido, bate o carro em um ônibus após cerca de 2,5 km e é executado.

Outras duas pessoas que estavam próximas do local do ataque ficaram feridas durante a ocorrência, segundo a prefeitura municipal. As vítimas foram transferidas para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Uma mulher ficou com ferimentos leves e um homem segue internado para atendimento médico, sem maiores riscos.

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Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000. Uma das hipóteses da polícia é justamente o envolvimento de integrantes da facção no crime.

Suspeitos identificados

Os primeiros suspeitos foram identificados menos de 24 horas após o crime. Na manhã desta terça-feira, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), falou sobre o primeiro suspeito em coletiva de imprensa.

“O que eu posso falar é que já temos a identificação e a qualificação. O pedido de prisão vai ser feito agora, ainda hoje (16/9)”, disse.

Derrite não confirmou se o suspeito é  integrante do crime organizado e tampouco divulgou seu nome.

“Ele está, obviamente, nesse momento, tentando fugir. Esse primeiro indivíduo identificado e qualificado, para nós, é fundamental que consigamos realizar a prisão dele para que, a partir de então, consigamos capturar todos os envolvidos”, explicou.

Segundo Derrite, o homem identificado já foi preso diversas vezes, inclusive quando era adolescente. No entanto, ele não seria um dos atiradores. A polícia ainda apura qual foi a participação dele no crime.

Por volta de 14h30, Derrite divultou, pela rede social X, que um segundo envolvido foi identificado após o trabalho de perícia no local do assassinato (veja abaixo).

De acordo com o secretário de Segurança, a polícia está mobilizada para que “todos os culpados sejam punidos”.

Nenhuma linha de investigação foi descartada

Autoridades da SSP não descartam a participação de agentes públicos na execução de Ruy Ferraz. Além de ter sido inimigo número 1 do PCC quando atuava como delegado, o delegado tinha inimizades dentro da própria polícia e trabalhava como secretário de Administração em Praia Grande, onde pode ter contrariado interesses locais. Oficialmente, nenhuma hipótese é descartada pela cúpula da SSP.

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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Valentina Moreira/Metrópoles
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O velório do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes

Valentina Moreira/Metrópoles

A suspeita sobre a possibilidade de envolvimento de agentes públicos no crime surgiu após análise dos vídeos que flagraram o atentado. As imagens mostram uma ação coordenada dos quatro executores, com sinais de conhecimento operacional.

Ao todo, mais de 20 tiros de fuzil foram disparados na ação. Ruy Ferraz morreu na hora e outras duas pessoas que estavam próximas ao local foram atingidas na perna e não correm risco de morrer.

Na gravação captada por uma câmera de segurança na Avenida Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Mirim, o ex-delegado aparece sendo perseguido, até bater seu carro contra um ônibus e capotar. Nesse momento, três criminosos encapuzados desembarcam do carro de trás. Dois começam a atirar enquanto o terceiro faz uma espécie de contenção. Na sequência, eles retornam ao veículo e deixam o local.

Veja:

Possível vingança

Entre as linhas de investigação sobre o mando do crime, a força-tarefa acredita em uma possível vingança do PCC. Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a facção no estado, no começo dos anos 2000, e atuou na transferência de algumas das principais lideranças para presídios federais de segurança máxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Além disso, também é considerada a hipótese de que o crime esteja relacionado com a atual função de Ruy Ferraz, que ocupava o cargo de Secretário de Administração de Praia Grande. Nesse caso, o envolvimento de agentes públicos e do PCC também não é descartado.


Quem era Ruy Ferraz

  • Ruy Ferraz Fontes atuou por mais mais de 40 anos Polícia Civil de São Paulo era especialista na facção criminosa PCC.
  • Ele iniciou a carreira como delegado de polícia titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.
  • Durante a vida profissional, foi delegado de Polícia Assistente da Equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
  • Também atuou como delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
  • Além disso, Ferraz foi delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na Capital.
  • O secretário de Administração de Praia Grande também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP).
  • Ele ainda foi professor assistente de Criminologia e Direito Processual Penal da Universidade Anhanguera e atou como Professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo (Acadepol).
  • Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestão que se iniciou em 2025, até ser morto nessa segunda-feira.
  • O policial também foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000.
  • Ele foi jurado de morte por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.