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"Supremo é o povo brasileiro", diz Nunes ao comentar crise no STF

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participa de comício convocado por Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista

07/09/2026 16:50, atualizado 07/09/2026 17:33
Reprodução
Nunes em ato do 7 de setembro

Em discurso durante o comício de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ironizou a crise política no Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que “supremo é o povo brasileiro”. Mais cedo, o emedebista distribuiu camisetas em apoio ao ministro André Mendonça aos manifestantes que participam do ato de 7 de setembro.

“Supremo é o povo brasileiro, e é o povo brasileiro que está fazendo com que a gente possa resgatar o Brasil”, disse Nunes de cima do trio elétrico, puxando votos para Flávio, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os candidatos ao Senado por São Paulo André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Atrás do trio em que o prefeito fazia seu discurso, um boneco inflável exibia a figura de Mendonça. O ministro é o responsável pela quebra de sigilo do inquérito da Polícia Federal (PF) que revelou as trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

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Ato da direita na Avenida Paulista, São Paulo, no 7 de Setembro de 2026
Boneco do ministro André Mendonça
Flávio Bolsonaro na Paulista
Moro na Paulista
Boneco do ministro André Mendonça
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Boneco do ministro André Mendonça

Rebeca Ligabue/Metrópoles
Ato da direita na Avenida Paulista, São Paulo, no 7 de Setembro de 2026
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Ato da direita na Avenida Paulista, São Paulo, no 7 de Setembro de 2026

Reprodução/YouTube
Boneco do ministro André Mendonça
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Boneco do ministro André Mendonça

Rebeca Ligabue/Metrópoles
Flávio Bolsonaro na Paulista
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Flávio Bolsonaro na Paulista

Sam Pancher/Metrópoles
Moro na Paulista
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Moro na Paulista

Sam Pancher/Metrópoles

Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para um comício neste 7 de Setembro, na avenida Paulista, em São Paulo. O senador conta com a mobilização de políticos de direita e lideranças religiosas. A concentração, marcada para as 15h, já tinha a presença de milhares de apoiadores no início da tarde.

Teste para força do bolsonarismo

O ato é visto como termômetro da força atual do bolsonarismo, em meio à repercussão de mensagens trocadas entre o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master, assim como diálogos virtuais entre o ex-banqueiro e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, a quem chegou a perguntar se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro de 2025.

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A manifestação tem como mote as frases “Fora, Lula, Fora, Moraes” e “É agora ou nunca”. A campanha de Flávio vê o ato como ponto decisivo de virada, já que o candidato do PL tem aparecido atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenções de voto.

Para o protesto do 7 de Setembro, o PL divulgou a frase “Vamos juntos resgatar o Brasil” nas convocações. A mobilização pretender atrair pelo menos 100 mil pessoas.

A estratégia da manifestação também engloba reforço à candidatura de senadores alinhados à direita, como André do Prado e Guilherme Derrite por São Paulo, para enfatizar a pauta de pedidos de impeachment no Congresso Nacional.

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Flávio atrás de Lula

A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na última quinta-feira (3/9), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Além disso, Lula aparece com 46% e Flávio soma 44% das intenções de voto em eventual segundo turno entre os dois.

No último levantamento realizado pelo mesmo instituto e divulgado no dia 21 de agosto, Lula liderava com 47% das intenções de voto para o 2º turno; seguido por Flávio Bolsonaro, que tinha 43%.