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São Paulo

Nunes usa "novela" sobre vice como munição contra chapa Boulos-Marta

Nunes alega necessidade de conversar com partidos para justificar demora em anunciar o Coronel Mello Araújo (PL) como seu vice

18/06/2024 02:00
Montagem mostra Ricardo Nunes de um lado e Boulos e Marta de outro
Montagem mostra Ricardo Nunes de um lado e Boulos e Marta de outro

São Paulo – A demora do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), em anunciar quem será o seu vice na disputa à reeleição tem sido explorada como trunfo da pré-campanha emedebista contra a escolha de Marta Suplicy (PT) para compor a chapa do deputado Guilherme Boulos (PSol), seu principal adversário.

Embora o entorno de Nunes já dê como certo, desde a semana passada, que o vice será o Coronel Mello Araújo (PL), nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito tem protelado o anúncio oficial argumentando que precisa ouvir os dez partidos que compõem sua coligação em processo “democrático” de escolha.

Nunes se reuniu com Bolsonaro, Tarcísio e o próprio Mello Araújo, na semana passada, e também com caciques do PP nessa segunda-feira (17/6).

“Estamos, verdadeiramente, com essa frente ampla, discutindo com os partidos esse nome indicado para vice. Muito diferente de alguma imposição, existe um diálogo. E a democracia é isso”, declarou ele nessa segunda após reunião com o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira.

O prefeito tem dito com frequência que não aceitará nenhuma “imposição” à sua pré-candidatura – uma indireta à escolha de Marta para a vice de Boulos.

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Nunes sobre Marta

Conforme divulgado pelo Metrópoles, a sugestão de refiliar Marta ao PT para disputar as eleições partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com setores do PT contrários ao retorno dela, que votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

Quando foi procurada por Lula, Marta era secretária de Relações Internacionais da gestão Nunes na Prefeitura. A escolha dela para a vice de Boulos também gerou criticas entre os petistas porque foi feita sem a realização de prévias partidárias.

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Nunes posa para foto com cozinheira
Nunes na sala de reuniões do 5º andar da Prefeitura
Nunes ao lado dos aliados Tarcísio de Freitas e Milton Leite
Nunes cumprimenta paciente em unidade de saúde
Nunes durante visita à represa Billings
Nunes dá a mão a funcionária pública no centro
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Nunes dá a mão a funcionária pública no centro

Prefeitura de São Paulo
Nunes posa para foto com cozinheira
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Nunes posa para foto com cozinheira

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Nunes na sala de reuniões do 5º andar da Prefeitura
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Nunes na sala de reuniões do 5º andar da Prefeitura

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Nunes ao lado dos aliados Tarcísio de Freitas e Milton Leite
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Nunes ao lado dos aliados Tarcísio de Freitas e Milton Leite

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Nunes cumprimenta paciente em unidade de saúde
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Nunes cumprimenta paciente em unidade de saúde

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Nunes durante visita à represa Billings
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Nunes durante visita à represa Billings

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Nunes olha para planta de obra pública
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Nunes olha para planta de obra pública

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Dias após Marta deixar sua gestão, em janeiro deste ano, Nunes alfinetou a organização da chapa adversária ao dizer que a escolha de seu vice se daria de forma “diferente”.

“A minha situação é bem diferente do principal adversário aí. Ele tem uma pessoa que define o nome e pronto, acabou. No nosso caso, a gente tem um processo que reúne vários partidos e lideranças importantes”, disse Nunes na ocasião.

O nome de Mello Araújo para a vice será discutido novamente em um jantar com caciques dos dez partidos que integram a coligação de Nunes, na quarta (19/6) ou quinta-feira (20/6) desta semana, no Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é que a indicação do coronel bolsonarista seja confirmada durante o encontro.

“A ideia é que cada um possa, nessa reunião à noite, também colocar os seus nomes [para a vice], mas no fim entrar num consenso”, afirmou o prefeito nessa segunda.