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Nunes sinaliza com faixa local onde passageira de moto por app morreu

Gestão Ricardo Nunes (MDB) instalou uma faixa no local do acidente que matou Larissa Barros. 99 fala em “desrespeito” e “oportunismo”

atualizado

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Reprodução/TV Globo
Faixa 99
1 de 1 Faixa 99 - Foto: Reprodução/TV Globo

A gestão Ricardo Nunes (MDB) instalou uma faixa para sinalizar o local do acidente da jovem Larissa Barros Maximo Torres, de 22 anos, que morreu após a moto do aplicativo 99 em que ela estava ser atingida pela porta de um carro na Avenida Tiradentes, região central de São Paulo, na noite do último sábado (24/5).

Na faixa, instalada pela prefeitura na noite dessa segunda-feira (26/5), está escrito “Atenção: A CET registrou neste local a morte de uma passageira que usava o serviço de mototáxi da empresa 99, O serviço de mototáxi é proibido – preserve sua vida”.

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Larissa completaria 23 anos no dia 17 de julho
“Ela era uma mulher trabalhadora, inspiradora e cheia de sonhos que, infelizmente, foram destruídos por uma coisa inaceitável”
A jovem Larissa Barros Maximo Torres, de 22 anos, morreu em um acidente no qual a moto de app em que ela estava foi atingida pela porta de um carro
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A jovem Larissa Barros Maximo Torres, de 22 anos, morreu em um acidente no qual a moto de app em que ela estava foi atingida pela porta de um carro

Arquivo pessoal
Larissa completaria 23 anos no dia 17 de julho
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Larissa completaria 23 anos no dia 17 de julho

Arquivo pessoal
“Ela era uma mulher trabalhadora, inspiradora e cheia de sonhos que, infelizmente, foram destruídos por uma coisa inaceitável”
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“Ela era uma mulher trabalhadora, inspiradora e cheia de sonhos que, infelizmente, foram destruídos por uma coisa inaceitável”

Arquivo pessoal

Após a morte de Larissa, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão imediata do serviço de mototáxi remunerado na cidade, sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de desobediência.


Novela entre Prefeitura e apps

  • A disputa pela liberação das corridas por mototáxi em São Paulo se tornou uma verdadeira novela entre a Prefeitura da cidade e as empresas que fornecem o serviço.
  • O Decreto Municipal nº 62.144/2023 suspendeu o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros por motocicletas na capital paulista.
  • Apesar disso, as plataformas ofertaram corridas nessa modalidade. À Justiça, a Prefeitura de São Paulo argumentou que as plataformas iniciaram a oferta do serviço, de forma clandestina, em janeiro deste ano. Desde então, uma batalha judicial se iniciou.
  • Em primeiro grau, a Justiça paulista declarou que o decreto municipal que suspendia o serviço é inconstitucional, sob a fundamentação de que a lei suspendeu uma modalidade regulamentada por legislação federal.
  • A Prefeitura recorreu, com objetivo de manter a regularidade do decreto. O município alegou que a lei federal não regulamenta o serviço por motocicletas, mas apenas por automóveis.
  • O prefeito Ricardo Nunes (MDB) alega continuamente que as corridas de mototáxi apresentam um risco à população paulistana.
  • Em entrevista coletiva em março deste ano, Nunes chegou a afirmar que o serviço é uma “carnificina”.
  • À Justiça, a 99 argumentou que não há dano na manutenção do serviço, mas na suspensão.
  • Enquanto a modalidade esteve livre para utilização, a plataforma afirmou que, em 14 dias de operação na capital paulista, a 99Moto fez mais de 500 mil viagens, sem nenhuma morte ou registro de acidente grave, e distribuiu mais de R$ 3 milhões ganhos para os mais de 13 mil motociclistas parceiros da empresa.
  • O serviço voltou a ser liberado enquanto a constitucionalidade do decreto é debatida na Justiça, mas foi suspenso mais uma vez com a decisão de 16 de maio.
  • “Diante da complexidade do caso e das possíveis consequências ao trânsito, por cautela, concedo a atribuição de efeito suspensivo ao recurso de apelação interposto”, afirmou o relator do caso.

Em nota, a 99 disse que “lamenta o desrespeito e o oportunismo com que a Prefeitura de São Paulo trata o luto de familiares e amigos da Larissa, mais uma vítima do trânsito paulistano”. No texto, a empresa afirma que recebeu com pesar a notícia do acidente com Larissa e que está prestando o devido apoio e oferecendo suporte integral aos envolvidos.

“É lamentável o comportamento de uma administração que abriu mão das metas de redução de mortes no trânsito da cidade e se calou diante das mais de 3 mil vidas ceifadas pelo trânsito paulistano muito antes e sem qualquer relação com a operação de motoapps, mas já durante sua administração”, escreveu a empresa.

A Prefeitura diz que as faixas foram instaladas para alertar a população sobre os riscos do serviço de passageiros em motos com uso de aplicativo. Em nota, informou que, em 2024, a cidade gastou cerca de R$ 35 milhões na linha de cuidado ao trauma com pacientes vítimas de acidentes de moto e foram 4.084 internações hospitalares na rede municipal de saúde em decorrência de motociclistas em acidentes de trânsito. Até março de 2025, segundo a gestão municipal, são 1.026 internações.

Como foi o acidente

Larissa Barros Maximo Torres morreu após ser atingida pela porta de um carro, que foi aberta bem na hora que a moto em que a jovem estava passou na Avenida Tiradentes. Após Larissa e o condutor terem sido arremessados da garupa, ela foi atropelada por outro veículo.

Uma prima da vítima contou ao Metrópoles que Larissa estava saindo de uma premiação da empresa em que trabalhava e solicitou a corrida de moto na 99.

“Larissa perdeu a vida de forma brutal e injusta […] por uma diferença de apenas R$ 10, ela fez uma escolha que jamais imaginaria ter um fim tão trágico”, lamentou a prima.

O jovem que abriu a porta alega que não se recorda com detalhes do que ocorreu, pois estaria embriagado. O motorista do carro em que ele estava, também de aplicativo, disse que levava dois passageiros, que começaram a brigar no carro e um deles ameaçou sair do veículo, abrindo a porta e atingindo a moto em que Larissa estava.

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