Nunes volta a criticar serviço de mototáxi em São Paulo: "Carnificina"
Ricardo Nunes ainda apelou ao judiciário, que irá julgar pela manutenção do decreto municipal que proíbe a atividade de mototáxi na capital

São Paulo — O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), voltou a criticar o serviço de mototáxi oferecido pelas empresas Uber e 99 nesta quarta-feira (26/3). Em entrevista coletiva, o chefe da administração municipal afirmou que a carona em motos é uma carnificina. Ele já havia usado esse termo no dia 14 de janeiro, quando a empresa 99 anunciou que voltou a operar o serviço de moto por aplicativo na capital paulista.
“Os óbitos no trânsito na cidade de São Paulo estão diminuindo, mas, infelizmente, os com motos estão aumentando. Por isso a importância da faixa azul, recapeamento das vias, troca de semáforos e lutar com todas as forças para impedir que a Uber e a 99 façam uma carnificina na cidade, ao ofertar o serviço de mototáxi”, disse Nunes.
O prefeito deu a declaração durante a entrega de um trecho de 6 km de Faixa Azul, corredor exclusivo para motos, na Avenida do Estado, que liga o centro da capital paulista até a região do ABC.
Nunes voltou a defender a ampliação desse corredor como principal medida para frear o avanço de mortes de motociclistas no trânsito da capital. Segundo o prefeito, o número de mortes em trechos com corredores caiu 47,2% entre 2023 e 2024.
O emedebista ainda apelou ao judiciário, que irá julgar pela manutenção ou não do decreto municipal que proíbe a atividade de mototáxi na cidade de São Paulo. O julgamento sobre a constitucionalidade do tema está marcado pro dia 6 de abril um no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) classificou a análise de Nunes que “atribui aos aplicativos a responsabilidade por eventuais aumentos de acidentes de trânsito por motos” como infundada.
A entidade completou afirmando que “as plataformas digitais associadas à Amobitec adotam camadas de segurança adicionais às previstas em lei, com o objetivo de evitar ocorrências e preservar a integridade física de condutores e usuários”. A 99 disse referendar a nota da associação.
A Uber, também em nota, disse que “buscar responsabilizar um serviço que não ocorre na cidade pelos altos números de acidentes não faz sentido”.

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