“Nunca torturei meu filho”, diz pai ao assinar BO por morte do filho
Polícia Civil considera a declaração, dada por Chris Douglas, pai do menino Kratos Douglas, encontrado morto, como de “extrema frieza”
atualizado
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Chris Douglas, pai do menino Kratos Douglas, encontrado morto com severos sinais de desnutrição, disse à Polícia Civil “nunca ter torturado o filho”. A declaração foi feita durante assinatura do Boletim de Ocorrência (BO) que formalizou a prisão em flagrante pelo crime de tortura.
O Metrópoles apurou, junto a policiais ligados ao caso, que Chris não esboçou qualquer tipo de arrependimento diante da prisão em flagrante.
A declaração feita pelo pai do menino morto foi considerada, pelos policiais, como de “extrema frieza”. Chris Douglas está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP).
O que aconteceu
- O menino Kratos Douglas, de 11 anos, foi encontrado morto na casa em que vivia com a família, na noite dessa segunda-feira (11/5), no bairro Cidade Kemel, zona leste de São Paulo.
- Segundo a Polícia Militar (PM), o pai da criança, Chris Douglas, foi preso e admitiu que “acorrentava o filho para ele não sair de casa”.
- Dois irmãos da vítima, de 2 e 12 anos, foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.
- O caso veio à tona depois que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) notificaram a PM sobre um garoto morto com suspeita de maus-tratos.
- No local, policiais encontraram Kratos Douglas caído no chão, próximo da cama de um dos quartos do imóvel, com hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas.
- Opai de Kratos afirmou, em depoimento aos PMs, que tinha o hábito de acorrentar o filho para impedi-lo de ir à rua.
- Ele negou praticar outro tipo de violência ou tortura contra o filho morto.
- O menino morto não estava matriculado na escola. Além disso, apresentava sinais de desnutrição.
Segundo Thiago Augusto Silva Bassi, delegado responsável pelo caso, Chris pediu para sua mãe (avó do menino) ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Inicialmente, os profissionais da saúde deram as primeiras orientações — por no chão e fazer massagem cardíaca. No entanto, ao chegarem no local, os socorristas observaram que ele já estava em rigidez cadavérica.
A Polícia Civil registrou o caso como tortura e segue investigando o ocorrido.






